Ministro da Previdência afirmou que auditorias da pasta subsidiaram investigações da Polícia Federal sobre aplicações irregulares
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 21/05/2026, às 19h21
Wolney negou aplicações de fundos de pensão no Banco Master
Ministro disse que auditorias foram feitas em 2024
Dados levantados pela Previdência foram enviados à PF
Investigações envolvem regimes próprios de estados e municípios
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (20) que fundos de pensão supervisionados pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) não possuem recursos aplicados no Banco Master. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
Pernambucano e ex-deputado federal, Wolney disse que o sistema de previdência complementar fechado, acompanhado pela Previc, reúne cerca de R$ 1,4 trilhão em ativos no país e negou qualquer exposição dessas entidades ao banco investigado.
“Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela Previc. A Previc está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social”, declarou.
Segundo o ministro, auditorias realizadas pelo Ministério da Previdência em 2024 identificaram irregularidades envolvendo regimes próprios de previdência social (RPPS) de estados e municípios que mantinham aplicações no Banco Master. De acordo com ele, os dados levantados pela pasta foram encaminhados à Polícia Federal e serviram de base para operações conduzidas pela corporação.
“Nós, da Previdência Social, detectamos os problemas do Banco Master e fizemos em 2024 as auditorias em várias cidades. E todas essas auditorias foram usadas pela Polícia Federal para deflagrar as operações”, afirmou.
Wolney explicou que as investigações tiveram foco em investimentos considerados irregulares realizados por regimes próprios de previdência municipais e estaduais. Segundo ele, as fiscalizações alcançaram cidades onde foram detectadas movimentações classificadas como desordenadas.
“Em todas as cidades onde foram detectados investimentos em regimes próprios de estados e municípios que investiram desordenadamente ou de forma irregular no Banco Master, todas elas foram detectadas pelas nossas auditorias”, disse.
O ministro afirmou ainda que os relatórios produzidos pela Previdência foram enviados à Polícia Federal e aos órgãos de controle responsáveis pelas apurações.
“Esses dados foram enviados para a Polícia Federal. Portanto, nós estamos muito bem colocados nesse assunto, porque fizemos o dever de casa”, acrescentou.
Durante a entrevista, Wolney também afirmou que recebeu comunicação oficial da Polícia Federal informando que as informações apuradas eram consideradas sensíveis e, por isso, não poderiam ser divulgadas enquanto as investigações estivessem em andamento.
“As auditorias foram encerradas. Os dados foram enviados. Eu recebi um ofício da Polícia Federal dizendo que as informações eram sensíveis, portanto, não podiam ser passadas”, declarou.
O ministro avaliou que a atuação da pasta contribuiu para o avanço das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo regimes próprios de previdência.
“O trabalho do Ministério da Previdência Social foi exemplar e está ajudando a Polícia Federal e os órgãos de controle a punir aqueles que fizeram investimentos irregulares no Banco Master”, afirmou.
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