Wolney Queiroz anunciou que continuará como ministro de Lula, não disputando a Câmara dos Deputados novamente. Zé Queiroz pode vir para Alepe
por Cynara Maíra
Publicado em 02/04/2026, às 12h25 - Atualizado às 13h14
Confirmando as especulações de que teria desistido de disputar o cargo de deputado federal, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT), anunciou nesta quinta-feira (02) que continuará no cargo do governo Lula (PT).
O político afirmou no PodJá- O podcast do Jamildo que tinha até abril para decidir se sairia do Ministério para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Pouco depois da reforma ministerial que mudou 14 ministros do Governo Lula que disputarão a eleição de 2026, Wolney justificou a permanência como uma missão institucional para consolidar a governança na pasta.
"Em diálogo franco com o presidente Lula, recebi dele não apenas um convite, mas uma convocação: permanecer. E permaneço. Porque há momentos em que servir exige renúncia, e é nela que se revela a verdadeira dimensão do compromisso público", declarou o ministro em texto oficial.
Apesar de Wolney decidir não concorrer, tudo indica que o ex-prefeito de Caruaru Zé Queiroz tente se eleger para Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Há rumores de que o político saía do PDT para o MDB em busca de uma chapa mais competitiva.
A articulação para viabilizar a candidatura de Zé Queiroz envolve uma dobradinha com o deputado federal Pedro Campos (PSB) na Capital do Agreste. O arranjo seria uma construção direta entre Wolney e o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Ao abrir mão da disputa federal, Wolney abriria caminho para o fortalecimento da aliança com os socialistas.
Wolney Queiroz já foi vereador de Caruaru e deputado federal (sendo o mais jovem em 1994 ao entrar com 22 anos). O político teve outros cinco mandatos entre 2007 e 2023. Ao longo de seis mandatos, presidiu as comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Educação e Cultura.
Entre 2019 e 2022, Wolney exerceu a liderança do PDT na Câmara dos Deputados e, em 2022, assumiu a liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro, coordenando um bloco que incluía PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB e REDE. Naquele ano, concorreu à reeleição com 63.242 votos, mas não obteve novo mandato.
Com o retorno de Lula à presidência, Wolney integrou o Conselho Político de transição e, em fevereiro de 2023, foi nomeado secretário‑executivo da Previdência Social, como “número dois” do titular da pasta, Carlos Lupi.
Após a renúncia de Lupi em 2025, em meio a investigações sobre fraudes no INSS, Wolney foi escolhido por Lula para assumir o Ministério da Previdência Social.
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