Após retorno ao PSB, Waldemar Borges desiste de disputar vaga na Alepe

Com 20 anos de legenda, Waldemar Borges deixou o PSB recentemente; foi para o MDB, onde foi relator da CPI da Publicidade

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 02/04/2026, às 12h12

Waldemar Borges, do PSB, na Alepe
Waldemar Borges, na Alepe, em discurso de oposição - Alepe/Divulgação

O deputado estadual Waldemar Borges anunciou que não disputará a reeleição em 2026, encerrando sua trajetória recente na Alepe.

A decisão foi motivada por questões pessoais, como priorizar a saúde e a família, além de apoiar a campanha de João Campos sem ser candidato.

Borges soma oito mandatos no Legislativo (Câmara do Recife e Alepe) e tem longa trajetória no PSB, incluindo cargos em governos estaduais.

Mesmo fora da disputa, afirmou que seguirá atuando politicamente e contribuindo para o cenário eleitoral e institucional.

Recentemente, ele retornou ao PSB após deixar o MDB, onde atuava como oposição ao governo Raquel Lyra.

O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) não vai disputar seu quinto mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O parlamentar comunicou a decisão em suas redes sociais, na última quarta-feira (1). 

Ainda nesta semana, o deputado se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), após deixar o MDB, onde era oposição à governadora Raquel Lyra (PSD) na Alepe.

No perfil do político, os comunicados foram feitos em sequência, com uma diferença de dois dias. 

"A decisão foi construída a partir de reflexões compartilhadas com familiares, amigos/as de militância, além do nosso líder João Campos. Há um entendimento comum de que este é um momento de priorizar a saúde, estar mais próximo da família e dos amigos, e também de contribuir com a campanha majoritária de João, sem necessariamente participar do processo eleitoral na condição de candidato", disse. 

Borges acumula oito mandatos no Legislativo, sendo metade na Câmara do Recife e a outra parte na Alepe. 

O deputado permaneceu por 20 anos no PSB, filiando-se em 2005 e saindo em agosto de 2025, em articulação estratégica da legenda durante a CPI da Publicidade contra a gestão estadual. Ele foi o relator do processo. 

Na ocasião, os parlamentares Diogo Moraes e Junior Matuto fizeram movimentos parecidos, indo para o PSDB e PRD, respectivamente. Ambos já deixaram os partidos, que fazem movimentos de aproximação à Raquel Lyra. Moraes voltou ao PSB, enquanto Matuto foi para o Republicanos

O parlamentar foi eleito com 44.857 votos em 2022. Durante o primeiro governo de Eduardo Campos, Borges foi secretário de Articulação Social, coordenando a Câmara de Prevenção Social do Pacto Pela Vida. Ele também foi líder governista na Casa durante gestões de Eduardo Campos, João Lyra e Neto e Paulo Câmara.

"Minha experiência, compromisso e empenho na vida pública seguirão presentes em todas as missões que venha a assumir. Vamos continuar trabalhando para a consolidação da democracia, que há pouco tempo ainda foi ameaçada", completou.