Líder do governo no Senado afirma que Brasil tentou negociar com os Estados Unidos e responsabiliza Flávio Bolsonaro por incentivar a medida
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 16/07/2026, às 16h22
Teresa Leitão atribuiu o tarifaço dos EUA a motivações políticas.
Senadora afirmou que o governo brasileiro esgotou os canais de negociação.
Parlamentar acusou Flávio Bolsonaro de atuar contra os interesses do Brasil.
Nota também defende o governo Lula e rebate críticas sobre Pix, meio ambiente e plataformas digitais.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros foi motivada por razões políticas e atribuiu ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participação na articulação da medida. A declaração foi divulgada em nota oficial nesta quinta-feira (16), dias antes da entrada em vigor do novo pacote tarifário, prevista para a próxima terça-feira (22).
No posicionamento, a senadora afirma que o governo brasileiro esgotou as possibilidades de negociação antes da adoção das tarifas e sustenta que não houve justificativa técnica para a decisão do governo norte-americano.
Segundo Teresa Leitão, o Brasil buscou resolver o impasse por meio da diplomacia, mas, diante da adoção das medidas, concluiu que a decisão teve motivação política.
"O governo brasileiro percorreu todo o caminho necessário para evitar as tarifas unilaterais dos Estados Unidos sobre produtos nacionais: demonstrou absoluta disposição para o diálogo, a negociação e a diplomacia", afirmou.
Na avaliação da parlamentar, a ausência de fundamentos técnicos reforça esse entendimento. "Quando não há justificativa técnica para uma decisão dessa natureza, resta evidente que ela é movida por razões políticas. Neste caso, é notório que a medida foi incentivada pela atuação sistemática e pública de Flávio Bolsonaro, que trabalha contra os interesses do próprio país, em uma tentativa de dispersar a atenção sobre suas condutas ilícitas, amplamente divulgadas pela imprensa brasileira", declarou na nota.
A manifestação da líder do governo ocorre em meio à repercussão das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, tema que tem mobilizado integrantes do governo federal e representantes do setor produtivo.
Na nota, Teresa Leitão também contesta argumentos que, segundo ela, vêm sendo utilizados para justificar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A parlamentar afirma que as críticas ao Pix, à política ambiental brasileira e à regulação das plataformas digitais não encontram respaldo nos fatos. Em relação ao sistema de pagamentos instantâneos, ela destaca que a ferramenta ampliou o acesso da população aos serviços financeiros, reduziu custos e se consolidou como uma inovação pública.
Sobre a agenda ambiental, a senadora afirma que o governo retomou ações de combate ao desmatamento e reforçou a fiscalização ambiental. Já em relação às plataformas digitais, sustenta que o Brasil apenas exige o cumprimento da legislação nacional e das decisões das instituições brasileiras.
O comunicado também faz referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Teresa Leitão afirma que Flávio Bolsonaro utiliza um discurso marcado por preconceito em razão da idade do presidente.
"Ressalto, ainda, que o filho de Bolsonaro agrega à sua falácia política um agressivo e desrespeitoso preconceito etário contra o presidente Lula. Liderança, carisma, capacidade de articulação, visão estratégica e compromisso com o povo são atributos construídos ao longo de uma trajetória política."
Na sequência, a senadora destaca a trajetória política do presidente. "É isso que marca a história do presidente Lula: 80 anos dedicados à vida pública e à defesa do povo brasileiro."
Ao concluir o posicionamento, Teresa Leitão afirma que o governo continuará defendendo a economia brasileira diante das pressões externas. "Ao Brasil cabe seguir defendendo, com firmeza e soberania, sua economia, seus trabalhadores, suas empresas e os interesses das famílias brasileiras. Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil é e seguirá soberano."