Deputado estadual reclamou de supostas irregularidades na falta de fiscalização da EPTI sobre a empresa Logo Caruaruense
por Jamildo Melo
Publicado em 09/02/2026, às 07h21 - Atualizado às 07h34
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco abriu, em 2026, duas auditorias sobre a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal.
A primeira (26100165-6) é operacional, foi determinada pelo próprio TCE ainda em agosto de 2025 e não tem relação com denúncias recentes, como apurou o Jamildo.com.
A segunda (26100204-1) é especial e decorre de denúncia do deputado estadual Romero Albuquerque.
A denúncia trata de possíveis falhas na fiscalização da empresa Logo Caruaruense, ligada à família da governadora Raquel Lyra.
O caso gerou repercussão política, troca de comando na EPTI e o anúncio de devolução das linhas pela empresa denunciada.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou a abertura de um segundo processo de auditoria especial, em fevereiro de 2026, sobre a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI).
Nesta sexta-feira (6), o Jamildo.com tinha revelado a abertura da auditoria 26100165-6 na EPTI, formalizada em 2 de fevereiro.
Algumas páginas chegaram a informar que a auditoria 26100165-6 abordava as denúncias sobre a suposta falta de fiscalização da empresa Logo Caruaruense, que pertence a família da governadora Raquel Lyra (PSD).
O Jamildo.com revelou, contudo, que a determinação de abertura da auditoria 26100165-6 existia desde agosto de 2025, antes das denúncias.
Nesta sexta-feira (6), confirmando a apuração do Jamildo.com, o TCE enviou nota oficial ratificando que a auditoria 26100165-6 foi aberta por determinação do próprio TCE, após sugestão de um auditor do órgão em agosto de 2025, sem relação com a Logo Caruaruense.
Apenas após o Jamildo.com publicar a matéria, nesta sexta-feira (6), o TCE formalizou um segundo processo, a auditoria 26100204-1.
Esta auditoria 26100204-1 foi decorrente de denúncia protocolada no TCE pelo deputado estadual Romero Albuquerque, que faz oposição à governadora.
Segundo a nota do TCE, o parlamentar solicitou a “apuração de possíveis irregularidades na prestação do serviço de transporte intermunicipal de passageiros pela empresa Logo Caruaruense”, que “opera desde 2022 com vistorias vencidas, apesar de se tratar de atividade sujeita à fiscalização direta do Governo do Estado de Pernambuco”.
A EPTI esteve no centro de recente controvérsia, envolvendo a família da governadora Raquel Lyra (PSD), que reverberou nos debates da Assembleia Legislativa.
A estatal foi acusada, pela oposição, de não fiscalizar devidamente a empresa Logo Caruaruense, que pertence ao pai da governadora.
Após a denúncia ser veiculada, a Logo Caruaruense disse que iria entregar ao Estado de volta a concessão das linhas de ônibus e encerrar as atividades.
O presidente da estatal, Antônio Carlos Reinaux, foi exonerado do cargo e substituído pelo advogado Yuri Coriolano.
Yuri Coriolano ficou poucos dias no cargo e também foi demitido, após surgir suposto e-mail racista enviado pelo advogado em 2012.
Yuri Coriolano se desculpou publicamente e deixou o Governo em definitivo.
Foram abertas neste ano de 2026, no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), duas auditorias na Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI).
A primeira (processo número 26100165-6), originada de decisão do próprio TCE e autorizada pelo conselheiro Ranilson Ramos, relator das contas da EPTI, é de natureza operacional e visa verificar o cumprimento das atribuições finalísticas da empresa estatal.
A segunda (processo número 26100204-1), decidida também pelo conselheiro Ranilson, de natureza especial, atende denúncia encaminhada ao tribunal pelo deputado estadual Romero Albuquerque.
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