Em entrevista ao PodJá, Sileno Guedes rejeita divisão de apoio petista, critica ações da gestão Raquel Lyra e anuncia auditoria sobre empréstimos
por Cynara Maíra
Publicado em 28/02/2026, às 09h29 - Atualizado às 10h07
Palanque de Lula: Sileno Guedes descartou o apoio duplo do PT em Pernambuco e afirmou que pedir neutralidade a Lula é "não conhecer a história política dele".
Empréstimos no TCE: A oposição solicitará uma auditoria no Tribunal de Contas para investigar a execução dos R$ 14 bilhões em créditos aprovados para o Governo do Estado.
Crítica na Alepe: O deputado acusou a gestão de Raquel Lyra de judicializar a política ao recorrer ao STF, em vez de negociar com os parlamentares.
Calendário Eleitoral: João Campos (PSB) deixará a Prefeitura do Recife no dia 4 de abril para disputar o Governo de Pernambuco.
Metrô e Impostos: Sileno criticou a ausência de expansão no projeto de concessão do metrô e cobrou a redução do ICMS sobre a cesta básica.
O presidente estadual do PSB e deputado estadual, Sileno Guedes, rejeitou a possibilidade do presidente Lula (PT) adotar um palanque duplo em Pernambuco nas eleições de 2026.
Em entrevista ao PodJá, o dirigente defendeu a atuação da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e criticou a governadora Raquel Lyra (PSD) pela falta de articulação política.
O episódio completo com Sileno Guedes estará disponível neste sábado (28), às 14h, no canal do Jamildo.com no YouTube e nas principais plataformas de áudio.
O deputado minimizou as especulações sobre uma divisão do apoio petista para acomodar a atual governadora. Segundo ele, o PT cobra a manutenção do senador Humberto Costa (PT) na chapa majoritária e as negociações do prefeito João Campos (PSB) em nível nacional garantem a aliança exclusiva com o PSB.
"Você já viu o Lula ser neutro em alguma coisa ao longo da história de vida dele? Pedir neutralidade ao presidente é não conhecer a história política dele", afirmou o deputado.
Para disputar o Governo do Estado, João Campos deixará a Prefeitura do Recife no dia 4 de abril. Sileno confirmou a saída.
Sileno Guedes anunciou que pedirá uma auditoria ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para avaliar o uso do dinheiro nos R$ 14 bilhões em empréstimos autorizados pela Casa ao Executivo. Ele afirmou que há uma incapacidade de gasto da gestão estadual e comprometimento de orçamentos futuros.
O deputado também criticou a decisão do Governo do Estado de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a promulgação da PEC do teto do funcionalismo. Para ele, a ação mostraria a falta de diálogo da gestão com os deputados.
"O Governo tem o dever e a liberdade de sentar, negociar e tentar chegar a um bom termo. Infelizmente, não funciona assim", disse.
Ex-superintendente do Metrô do Recife, Sileno Guedes criticou os estudos do Governo Federal e do Estado para a concessão do sistema à iniciativa privada. O dirigente alegou que o projeto foca na manutenção da estrutura existente e não prevê a expansão da malha ferroviária.
Na economia, o oposicionista cobrou a isenção do ICMS sobre a cesta básica em Pernambuco. Ele argumentou que o estado tem a segunda maior alíquota do Brasil e que a governadora não atendeu ao pedido de Lula para zerar o tributo sobre os alimentos.