Ex-governador de Minas Gerais afirmou que a privatização das estatais do Brasil diminuiria a taxa de juros do país. Zema é pré-candidato a presidente
por Cynara Maíra
Publicado em 04/05/2026, às 10h33 - Atualizado às 11h06
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), anunciou que pretende privatizar todas as empresas estatais sob controle da União caso vença as eleições de 2026.
Em entrevista ao programa Canal Livre no domingo (03), o político defendeu que a medida aceleraria a redução da taxa de juros. Zema argumenta que a venda dos ativos melhoraria a percepção de risco fiscal e ajudaria a quitar a dívida pública, que atingiu 80,1% do PIB em março.
A proposta de desestatização total inclui empresas como Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES e Correios. O plano também abrange estatais de tecnologia e energia, a exemplo do Serpro, Dataprev e Eletronuclear. Segundo o pré-candidato, o conjunto de reformas e privatizações poderia gerar uma economia de R$ 10 trilhões nos próximos 20 anos.
Zema vincula a queda dos juros a uma reforma administrativa e a mudanças nas regras da Previdência Social. O ex-governador defende o aumento do tempo de contribuição dos trabalhadores para reduzir a pressão sobre as contas públicas. Ele também se posiciona contra a concessão de aumentos acima da inflação para aposentados.
"Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental. Mas não podemos dar ganhos reais, de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado é algo que o Brasil não comporta", afirmou Zema durante a entrevista.
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O político justifica que os reajustes reais elevam as despesas obrigatórias continuamente. Na visão do pré-candidato, o atual sistema previdenciário é insustentável e dificulta o cumprimento das metas fiscais do governo federal.
Além da pauta econômica, Zema defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O pré-candidato citou a desconfiança em relação à integridade do Judiciário após o envolvimento de integrantes da Corte em desdobramentos do caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do Banco Master.
Para o ex-governador, o processo de impeachment pelo Senado Federal é o caminho natural para restabelecer a confiança da população nas instituições. Zema afirmou que o povo brasileiro apenas voltará a se orgulhar do tribunal quando houver a saída de determinados membros.
Romeu Zema utiliza sua gestão em Minas Gerais como modelo para a plataforma nacional. Ele citou que transformou um déficit de R$ 11 bilhões em um superávit de R$ 4 bilhões em 2024. Uma pesquisa recente da Quaest indica que o político mantém 52% de aprovação entre os eleitores mineiros.
Durante sua passagem por Pernambuco, Zema também citou suas propostas no PodJá- O Podcast do Jamildo, veja a entrevista: