Governadora evita comentar cenário eleitoral, diz que prioriza pautas de gestão e mantém indefinição sobre composição da chapa para 2026
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 23/03/2026, às 14h57
- Raquel Lyra evita antecipar debate eleitoral e prioriza gestão
- Governadora afirma que população ainda não está focada na eleição
- Chapa majoritária segue indefinida, com Miguel Coelho cotado ao Senado
- Articulações dependem de alianças e definição de espaços políticos
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), tem adotado cautela ao tratar do cenário eleitoral e evitado antecipar discussões sobre a disputa de 2026. Durante entrega no Hospital Otávio de Freitas entrevista recente, seguiu a mesma linha, ao afirmar que tem priorizado pautas administrativas e defendido que o debate político ocorra “no tempo da eleição”.
Durante entrevista ao EsferaCast, Lyra afirmou que o principal desafio dos candidatos será dialogar com um eleitor que ainda não está mobilizado pelo processo eleitoral. Segundo ela, a maior parte da população segue mais preocupada com questões práticas do cotidiano.
“A maior parte da população não sabe que tem eleição este ano nem está preocupada com isso. Quer saber como a vida pode ser melhor”, disse. Para a governadora, o foco deve estar em temas como segurança pública, geração de empregos e transição energética.
Na mesma entrevista, Raquel reforçou que sua prioridade é a gestão estadual. “Eu fui eleita para governar. Nós vamos disputar eleição no tempo de eleição”, afirmou, acrescentando que o debate deve se concentrar no futuro do estado e em propostas de desenvolvimento.
A governadora também abordou a baixa representatividade feminina na política e defendeu maior participação das mulheres nos espaços de poder. “No Brasil, só duas mulheres são governadoras. Como vamos discutir políticas públicas para mulheres se temos apenas 18% do Congresso Nacional?”, questionou.
A postura de evitar o tema eleitoral foi reiterada nesta segunda-feira (23), durante agenda no Hospital Otávio de Freitas, no Recife. Questionada sobre o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, Lyra evitou comentar.
“A gente pode falar de política em outro momento para não misturar os assuntos aqui. Quando a gente fala de gestão, está falando de gestão”, declarou, citando também a necessidade de respeitar a legislação eleitoral.

Apesar da movimentação política nos bastidores, a governadora ainda não definiu a composição completa de sua chapa para a disputa estadual. Até o momento, o único nome confirmado é o do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), como pré-candidato ao Senado.
A aproximação entre os dois ocorre após um período de distanciamento. Em 2023, o grupo político de Miguel ficou fora da base do governo, e aliados, como o deputado estadual Antônio Coelho (União Brasil), adotaram posição de oposição na Assembleia Legislativa.
Nos últimos dias, no entanto, a governadora passou a defender a aliança e classificou o ex-prefeito como um reforço ao projeto político. A definição da chapa também depende da formalização da federação entre União Brasil e PP, prevista para análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O arranjo deve influenciar a distribuição de espaços no grupo governista.
Outro nome citado nas articulações é o do senador Fernando Dueire (MDB), que tem participado de agendas com a governadora e é apontado como possível integrante da chapa, sem posição definida até o momento.