Operação da PF investiga desvio de recursos federais. Segundo a Prefeitura do Recife, os itens seriam sobre a terceirização de mão de obra no ano de 2020
por Cynara Maíra
Publicado em 02/06/2026, às 11h36 - Atualizado às 12h06
A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Check-in para combater uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos, corrupção de servidores e fraudes licitatórias em contratos com a Prefeitura do Recife.
Em resposta ao portal Jamildo.com, o Executivo Municipal afirmou que a gestão não é alvo da ação policial, pois o caso envolve uma empresa terceirizada com vínculo firmado no exercício de 2020.
As investigações da corporação começaram em 2026 após agentes apreenderem canhotos de cheques no âmbito de outra ação anterior, a Operação Firenze. O material coletado aponta para o pagamento de propina a um agente público municipal por parte de uma prestadora de serviços. Os desvios em análise ocorreram em contratos de terceirização de mão de obra.
A prefeitura da capital pernambucana repassou cerca de R$ 25,8 milhões à empresa investigada durante o ano de 2020. Desse montante global, o Governo Federal custeou aproximadamente R$ 17 milhões. Os investigadores afirmam que a empresa mantinha contratos com o município em períodos anteriores, o que pode ampliar o prejuízo calculado ao erário
Ao todo, 32 policiais federais e dois auditores da CGU cumprem oito mandados de busca e apreensão nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Os alvos da operação poderão responder pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de capitais e fraude em licitação ou contrato.
Em nota oficial enviada ao portal, a Prefeitura do Recife reforçou que o foco das investigações repousa sobre os contratos com a terceirizada operante em 2020 e que o município segue à disposição das instituições e dos órgãos de controle para apoiar o andamento do caso.
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