PDT aprova federação com Solidariedade, PRD e Avante e dá sinal positivo ao PSB

Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, pedetistas aprovaram o ingresso do partido na federação com outras três legendas

Jumariana Oliveira

por Jumariana Oliveira

Publicado em 06/11/2026, às 15h08

Imagem da reprodução de uma reunião online realizada por integrantes do PDT, onde mostra vários dirigentes do partido online
Reprodução/PDT

A Executiva Nacional do PDT aprovou, nesta sexta-feira (06), o ingresso do partido na federação com Solidariedade, PRD e Avante.

Os pedetistas também aprovaram um indicativo favorável à entrada do PSB no grupo, fortalecendo as articulações de João Campos.

A aproximação ocorre após o PDT não atingir a cláusula de barreira nas eleições de 2026.

Em Pernambuco, a possibilidade enfrenta resistência da senadora eleita Marília Arraes, que preside o partido no Estado.

Nos bastidores, há o receio de que a federação transfira o comando da legenda em Pernambuco para os socialistas, afetando as articulações para 2028.

Segundo Carlos Lupi, as conversas para incluir o PSB continuarão, e a formalização da federação dependerá de registro no TSE.

Em reunião realizada nesta sexta-feira (06), de forma híbrida, a Executiva Nacional do PDT aprovou o ingresso do partido na federação com Solidariedade, PRD e Avante. No encontro, os pedetistas também aprovaram um indicativo favorável à entrada do PSB na federação.

Desta forma, as movimentações do presidente nacional do PSB, João Campos, em direção à federação com o PDT têm surtido efeito.

Com o resultado das eleições 2026, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) iniciou o processo de viabilizar a entrada em uma federação por não ter atingido a cláusula de barreira, o que inviabiliza o acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já tinha sinalizado a intenção da união com o PSB, mas há setores da sigla que não concordam, a exemplo da senadora eleita Marília Arraes, que preside o partido em Pernambuco. Apesar da reconciliação com o PSB, a relação de Marília com os socialistas já foi muito conturbada.

Marília chegou a disputar contra o primo, o então candidato a prefeito João Campos, em 2020, e também fez oposição ao PSB nas eleições de 2022, quando os socialistas perderam o comando do Poder Executivo estadual.

Nos bastidores, a avaliação é de que Marília não é favorável à federação com o PSB, pois poderia perder o controle da legenda no Estado, que naturalmente deve ficar com os socialistas. Para o PSB, aliás, manter o comando do grupo em Pernambuco é essencial, principalmente para garantir “mais tranquilidade” nas eleições municipais de 2028.

Após a decisão pela federação na reunião de hoje, o presidente nacional Carlos Lupi afirmou que a federação permitirá preservar a identidade. “A federação potencializará os partidos, incluindo nossos deputados e senadores, na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro. É o legado trabalhista cada vez presente na vida dos brasileiros”, destacou. 

“Prosseguiremos com as discussões para agregar o PSB. São partidos que comungam de valores semelhantes e podem caminhar juntos nos próximos anos”, completou Carlos Lupi.

Para formalizar a federação é preciso encaminhar o pedido formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).