Em reunião com senadores eleitos, João Campos conduz PSB em apoio a Alcolumbre

Apoio ainda não está garantido, mas líder do PSB no Senado afirmou que o partido deve apoiar Alcolumbre frente aos nomes de Rogério Marinho e Tereza Cristina

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 06/11/2026, às 07h41

Alcolumbre, João Campos, Tabata Amaral e Motta em São João de Petrolina
Alcolumbre deve ter dois rivais para reeleição - Rodolfo Leopert

O PSB deu um passo em direção ao apoio da reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na quarta-feira (4). João Campos, presidente nacional do PSB, e senadores eleitos do partido estiveram em reunião na sede da legenda, em Brasília. 

Conforme informe do PSB, o apoio, porém, não foi formalizado ainda. "O PSB anunciou que deve formalizar apoio à reeleição de Alcolumbre para a presidência do Senado", nas palavras de nota assinada pelo líder do PSB no Senado Federal, Cid Gomes. 

Na próxima legislatura, o PSB terá quatro senadores, três a menos que a atual: Ana Paula Lobato (MA), Renato Casagrande (CE), João Azevêdo (PB) e Cid Gomes (CE). Todos estiveram presentes no momento.

Davi Alcolumbre, após a discussão interna do partido, também conversou com os parlamentares e com João Campos. A conversa teve como foco o papel do Senado Federal e o futuro do Brasil frente aos desafios do país. 

Importância da cadeira do Senado

De dois em dois anos, os senadores elegem membros para a Mesa Diretora do Senado Federal. Nisso, inclui-se o presidente da Casa, parlamentar responsável por pautar projetos e requerimentos dos membros da Casa. 

Por que reeleição de Alcolumbre pode estar ameaçada?

O papel ganhou relevância no mandato de Alcolumbre, que foi alvo de críticas de figuras da direita por não pautar propostas de impeachment a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na próxima legislatura, somente o PL, partido com membros com maior interesse no tema, compunhará mais de um terço da Casa e lançará o senador Rogério Marinho (RN) para a cadeira. 

Em declarações recentes na Casa, o chefe do Legislativo demonstrou preocupação com o rumo de conflito institucional que o Congresso Nacional está tomando, com citações a ataques à figura da presidência do Senado Federal e a ministros do Supremo. 

Alcolumbre também foi criticado pela esquerda, ao segurar o andamento das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) do fim da Escala 6x1 e da Segurança Pública. As duas, no entanto, foram aprovadas pelo Plenário recentemente, com tramitações retomadas já ao fim do primeiro turno das eleições. 

Outro nome que também é cotado para assumir o posto é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), uma figura mais ao centro que Rogério Marinho e com perfil mais parecido com Alcolumbre, apesar de ter sido figura central na decisão da Federação União Progressista em apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Lula (PT).