Movimento ressalta impasse entre a federação União Progressistas no estado, considerando que o PP se distancia cada vez mais de Raquel Lyra
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 20/03/2026, às 07h56 - Atualizado às 09h00
Miguel Coelho declarou intenção de disputar o Senado na chapa de Raquel Lyra, destacando experiência em gestão e força política.
Raquel não confirmou a vaga, mas agradeceu o apoio e sinalizou que o aliado pode integrar o projeto eleitoral.
O União Brasil oficializou apoio à governadora, e Coelho surge como um dos cotados para a disputa ao Senado.
A federação entre União Brasil e PP enfrenta conflitos em Pernambuco, com divisões entre aliados de João Campos e Raquel.
A indefinição persiste às vésperas da homologação da federação no Tribunal Superior Eleitoral, marcada para 26 de março.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União) declarou que deseja integrar a chapa de Raquel Lyra (PSD) na disputa ao Senado.
"Ela precisará de um senador que entenda de gestão, tenha força política e vontade de trabalhar. Um senador que sirva aos pernambucanos e não a partido ou ideologias", disse.
Justificando sua posição, Coelho menciona projetos desenvolvidos na gestão atual, como o Arco Metropolitano e a concessão da Compesa.
Raquel Lyra, por sua vez, não confirmou qual seria a posição do Coelho na chapa, mas agradeceu o apoio e disse que o ex-prefeito e deputado estadual "veio pra somar nesse time que já está realizando tantas conquistas".
Ainda nesta semana, a governadora recebeu oficialmente o apoio do União Brasil, ao lado de Mendonça Filho, Fernando Filho e Miguel Coelho, que, segundo interlocutores, será um dos escolhidos para disputar o Senado.
Até poucos dias atrás, Miguel Coelho figurava ao lado do prefeito João Campos (PSB), enquanto Eduardo da Fonte (PP), ao lado de Raquel, o que gerou intrigas na federação.
Passado o tempo, no cenário atual, Dudu tentava disputar o Senado pela chapa da Frente Popular de Campos, porém, o socialista optou pelos nomes de Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
Com isso, a posição do deputado federal parece indefinida, com um retorno à chapa de Raquel sendo pouco provável, devido às exonerações feitas pela gestora a indicados do PP no estado.
Apesar disso, o presidente nacional do Progressistas afirmou que Eduardo da Fonte é o responsável pela condução da federação em Pernambuco.
Basicamente, no contexto vigente, o União Brasil apoia uma rival direta do Progressistas, enquanto o líder da federação no estado é um filiado do PP.
A indefinição não é novidade. O deputado federal Mendonça Filho (União), por exemplo, já havia solicitado que a direção nacional da federação se posicionasse formalmente sobre qual o projeto político a ser apoiado.
“O estatuto é claro. Se há divisão no âmbito estadual, a decisão deve ser submetida às direções nacionais. Isso dará clareza política e estratégica à atuação da federação em Pernambuco e permitirá melhor organização do processo eleitoral no estado”, afirmou.
No meio dessa incerteza, Mendonça Filho solicitou ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, o cancelamento da federação com o PP, mediante os conflitos e entraves em Pernambuco.
No entanto, a federação deve ser homologada no dia 26 de março pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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