Ex-deputada lidera em pesquisa ao Senado quando seu nome é apontado, questiona resistência interna e aguarda definição da chapa majoritária
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 16/02/2026, às 07h42
Marília lidera pesquisa ao Senado com ao menos 36%.
Ex-deputada afirma que números refletem projeto político.
Ela questionou resistência e citou possível tratamento desigual.
Vaga na chapa de João Campos segue em negociação.
A ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) afirmou, em entrevista ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, na sexta-feira (13), que recebe com responsabilidade os resultados das pesquisas divulgadas nesta semana que a colocam na liderança na disputa pelo Senado.
Segundo ela, os números refletem a identificação do eleitorado com o projeto político que defende. “Não é pelo nome ou por questões individuais, mas pelo projeto que as pessoas identificam”, declarou. Marília acrescentou que o apoio mencionado nas sondagens envolve diferentes segmentos sociais.
Apesar do desempenho, a ex-deputada afirmou que ainda não há definição oficial sobre as candidaturas majoritárias em Pernambuco e evitou antecipar decisões.
De acordo com ela, a condução das articulações cabe ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), candidato ao Governo do Estado, apesar de não falar publicamente sobre a candidatura. Marília também tem afirmado que disputará um cargo em 2026, embora ainda não tenha formalizado qual.
Após aparecer com ao menos 36% das intenções de voto ao Senado em pesquisa Datafolha, Marília publicou vídeo nas redes sociais em que questiona o tratamento dado ao seu nome no debate político. Sem usar o termo, ela sugeriu que estaria sendo desconsiderada por machismo.
“Se eu fosse um homem com meu histórico na política e com as intenções de voto que eu tenho, estaria sendo desconsiderada, como eu estou? Se fosse um homem que disputou as duas últimas eleições majoritárias e chegou ao segundo turno e está na liderança das pesquisas na disputa por um cargo importante, estaria sendo desconsiderada, desse jeito?”, afirmou.
A declaração ocorre em meio às negociações para a formação da chapa de João Campos ao Governo do Estado. Com o nome do senador Humberto Costa (PT) colocado como condição para o apoio do PT à coligação, restaria uma vaga ao Senado a ser definida entre Marília, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos).
Nos bastidores, há quem defenda que Marília dispute a Câmara dos Deputados, com o argumento de que poderia ampliar a votação do grupo. O Solidariedade, no entanto, já anunciou seu nome ao Senado. Aliados de outros postulantes apontam como entrave o tamanho da bancada federal da legenda, que, mesmo federada ao PRD, soma dez deputados. Republicanos e União Brasil, membro da federação União Progressistas têm, respectivamente, 44 e 125 parlamentares, o que representa maior tempo de televisão e recursos do Fundo Partidário em uma eventual coligação.
Na publicação, Marília também afirmou sem citar nomes que “tem gente sendo candidato de si mesmo e pressionando o candidato a governador que ainda não disse se vai mesmo se candidatar”.
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