Lula, Raquel Lyra, João Campos e outras autoridades lamentam falecimento de Waldemar Borges

Waldemar Borges faleceu aos 67 anos após lutar contra um câncer. Diversos políticos de diferentes lados da disputa estadual lamentaram a morte do deputado

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 06/07/2026, às 07h32 - Atualizado às 08h09

Deputado Waldemar Borges, na Alepe
Waldemar Borges faleceu no sábado (04) - Divulgação

Após a notícia do falecimento do deputado estadual Waldemar Borges (PSB) no sábado (04), autoridades vinculadas a Pernambuco lamentaram o falecimento do político, que morreu após lutar contra um câncer. O parlamentar estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial Star, no Recife, lidando com uma neoplasia no fígado.

Entre os lamentos, o presidente Lula (PT) publicou uma mensagem manifestando seus sentimentos e definiu o socialista como "uma das principais lideranças do PSB em Pernambuco e grande defensor da democracia". A Presidência da República também encaminhou uma coroa de flores em homenagem ao deputado

De lados opostos na disputa estadual, a governadora Raquel Lyra (PSD) também emitiu nota de pesar em que destacou o período em que dividiram plenário na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e pontuou que ambos tiveram "um convívio marcado pelo respeito e amor a Pernambuco".

O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), classificou o falecimento como "uma grande perda para as causas populares e para a política feita com diálogo e responsabilidade". 

Ex-prefeito do Recife, pré-candidato ao Governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, relembrou a proximidade do parlamentar com o seu pai, Eduardo Campos, e afirmou que Waldemar "honrou a política com seriedade, ética e espírito público". O deputado estadual esteve grande parte da trajetória política no PSB até 2025, quando foi brevemente ao MDB em meio a uma manobra política. Borges retornou para base socialista logo no início de 2026

Presidente estadual do PSB e colega do socialista na Alepe, Sileno Guedes realçou sua "reconhecida capacidade de diálogo". A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, esposa do deputado, declarou que ele lutou bravamente e que "sua história e seu legado permanecem vivos". Veja declaração de Luciana para o marido: 

O velório do socialista ocorreu no domingo (05) no hall do edifício Governador Miguel Arraes de Alencar, na sede da Assembleia Legislativa. O sepultamento aconteceu no Cemitério Morada da Paz, em Paulista. A Alepe decretou luto oficial por cinco dias, conforme estabelece o Ato nº 1.246/2026. O Governo de Pernambuco e a Câmara Municipal do Recife também oficializaram três dias de luto em reconhecimento à atuação do parlamentar.

Trajetória de Waldemar Borges

Waldemar Alberto Borges Rodrigues Neto nasceu em 10 de julho de 1958 e iniciou sua militância política ainda na juventude, quando participou da reorganização dos movimentos estudantil e comunitário. Nos anos 1980, ele ingressou no curso de Economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e assumiu a liderança da juventude partidária após o período da ditadura militar.

O político trabalhou como diretor de Pesquisa e Ação Social e virou secretário-adjunto de Trabalho no segundo governo de Miguel Arraes, entre 1987 e 1990. Ele conquistou quatro mandatos consecutivos como vereador do Recife a partir de 1988, atuou como constituinte municipal em 1990 e presidiu a Casa de José Mariano entre 2003 e 2004.

Na esfera administrativa, ele capitaneou as secretarias estaduais de Projetos Especiais e de Articulação Social, além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Recife e da presidência da Emprel. Waldemar conquistou o primeiro mandato de deputado estadual em 2011, somando quatro legislaturas consecutivas. Na Alepe, ele exerceu a liderança do Governo nas gestões de Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara, além de presidir as comissões de Justiça, de Educação e de Administração Pública.

Waldemar anunciou em 1º de abril de 2026 que não disputaria a reeleição na Alepe e entrou em licença por motivos de saúde no começo de junho. O suplente Cayo Albino (PSB) assumiu o exercício do mandato na Casa desde o início do afastamento do titular.