Lula faz mudanças no Planalto e desloca auxiliares para reforçar equipe de campanha

Ricardo Stuckert e assessores da Secom deixam cargos no Planalto para atuar na campanha; agenda institucional diminui com o início do defeso eleitoral

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 06/07/2026, às 13h45

Lula fala ao microfone com dedo apontado para o alto
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula iniciou mudanças na equipe do Palácio do Planalto.

Ricardo Stuckert assume a coordenação das redes sociais da campanha.

Três assessores da Secom passarão a atuar no atendimento à imprensa da campanha.

Reorganização ocorre após o início do defeso eleitoral e antes da campanha oficial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma reorganização na equipe do Palácio do Planalto para reforçar a estrutura da pré-campanha à reeleição. As primeiras mudanças começaram nesta segunda-feira (6), com a exoneração de integrantes da Presidência que passarão a atuar diretamente na campanha eleitoral.

Entre as alterações está a saída do fotógrafo Ricardo Stuckert da Secretaria de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência da República. Auxiliar próximo de Lula há mais de duas décadas, Stuckert acompanha o presidente em agendas oficiais desde o primeiro mandato e passa agora a coordenar a comunicação nas redes sociais da campanha.

A estratégia digital será compartilhada com Nicole Briones, responsável pela área de comunicação digital do PT.

As mudanças também atingem a Secretaria de Imprensa, vinculada à Secretaria de Comunicação Social (Secom). Três integrantes da equipe — Raquel Sepúlveda, Gustavo Couto e Gilberto Santos — deixarão seus cargos nos próximos dias para assumir o atendimento à imprensa da campanha presidencial.

A reestruturação ocorre após Lula intensificar, nas últimas semanas, uma série de viagens aos estados para inaugurações, anúncios de investimentos e entrega de obras, agenda encerrada antes do início das restrições impostas pela legislação eleitoral.

Desde o último sábado (4), entrou em vigor o período de defeso eleitoral, que limita a publicidade institucional dos governos e impede a realização de cerimônias oficiais de inauguração e divulgação de ações administrativas até o fim do processo eleitoral.

Com a redução da agenda institucional durante esse período, a expectativa é de que Lula dedique parte maior do tempo às articulações políticas e às reuniões com a equipe responsável pela campanha à reeleição.

Pelo calendário da Justiça Eleitoral, a campanha começa oficialmente em 16 de agosto. A partir dessa data, candidatos poderão realizar propaganda eleitoral nas ruas e na internet, apresentando propostas, programas de governo e materiais de divulgação permitidos pela legislação.