Político aponta falta de interesse do presidente Lula em negociar com os Estados Unidos e diz que resultado de audiência pública deve sair na próxima semana
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 07/07/2026, às 12h21
Acompanhando a agenda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (PODE) afirmou, nesta terça-feira (7), que visita o país norte-americano para "defender Pernambuco", representando solicitações do setor produtivo do Vale do São Francisco, especialmente a atividade ligada ao cultivo de uvas de mesa.
O político está em Washington, capital dos Estados Unidos, junto com outros representantes de demais setores produtivos do país para participar de audiência pública que discute a política de taxas do governo estadunidense ao Brasil. Ele viajou junto ao pré-candidato do Partido Liberal à presidência, Flávio Bolsonaro, que discursará no evento hoje.
Na segunda-feira (6), Gilson Machado Neto entregou documento da Associação de Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (VALEXPORT) ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos, solicitando que o alimento fosse retirado da lista de itens taxados em 25% pelo governo dos EUA.
"O Brasil representa 98% de toda a produção de uvas de mesa na América Latina, com 95% sendo no Vale do São Francisco... São em torno de 250 mil empregos diretos e de 100 mil a 500 mil empregos indiretos... Estou lutando para que Pernambuco não perca empregos. Isso é uma agenda que transcende a política. É pelo nosso Estado", disse.
Gilson Machado ainda afirmou que há falta de interesse do Governo Federal em agir para amenizar a situação, citando declarações da primeira-dama Janja e do presidente Lula (PT). "O que chama mais atenção é a falta de interesse desse governo em criar pontes com o governo americano. Eles tratam o americano como se fosse um inimigo genético do brasileiro, que estivesse intrínseco. Já o brasileiro já nasce achando que o americano é inimigo", declarou o pernambucano.
O ex-ministro não consta como um dos palestrantes do evento, mas afirmou que tem possibilidade de discursar durante a audiência. "O resultado dessa audiência será dia 14. Eu espero que, no dia 14, a gente tenha uma boa notícia para o Brasil", disse.
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