Clarissa e Júnior Tércio falam em perseguição eleitoral após liminar do TRE

Casal Tércio confirmou já ter corrigido o problema de percentual ocupado em guias eleitorais e afirma que prática não configura "invasão"

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 10/09/2026, às 07h29

Júnior Tércio e Clarissa Tércio
Ação no TRE-PE foi feita pela vereadora do Recife Liana Cirne - Reprodução/Instagram

O casal de deputados Júnior Tércio (PP) e Clarissa Tércio (PP) comunicou, em nota, na quarta-feira (9), que recebeu "com tranquilidade" a decisão do desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que determinou retiradas de guias eleitorais por irregularidades.

A vereadora do Recife Liana Cirne (PT) foi a responsável pela ação na Corte Eleitoral. No documento jurídico, o magistrado concedeu liminar favorável à solicitação da parlamentar devido aos candidatos da direita terem utilizado indevidamente o tempo de propaganda eleitoral um do outro

Para os Tércio, a alegação de invasão de propaganda eleitoral feita pela vereadora não procede, pois não se aplica à disputa em cargos proporcionais. Já o jurista destacou que os candidatos ultrapassaram o limite legal de 25% do tempo da propaganda em participação de guia de outros candidatos. 

A assessoria dos políticos confirmou a irregularidade quanto à porcentagem do tempo e comunicou que o material já foi corrigido. "O único ponto atendido foi uma questão técnica sobre o percentual de participação dos candidatos, que ultrapassou apenas meio segundo e que já foi corrigida", afirmou.

O cálculo do desembargador mostrava que a participação de Júnior Tércio na peça eleitoral de Clarissa Tércio era de cerca de 42,3% do tempo, ocupando mais espaço que a candidata "dona" da peça eleitoral. 

O texto jurídico ainda tratava sobre desinformação sobre o presidente Lula (PT) e figuras de esquerda. De acordo com o relator do caso, a defesa ao presidente cabe somente a ele mesmo. 

Mediante a situação, os deputados reafirmaram oposição ao governo Lula e destacaram que "não aceitarão que divergência política seja transformada em tentativa de silenciamento ou perseguição eleitoral"