Campanha de Flávio Bolsonaro pode usar diálogos de Lulinha no caso do INSS para atacar Lula

Pesquisa da Quaest amplia pressão sobre Flávio Bolsonaro: maioria dos brasileiros aposta na reeleição de Lula às vésperas das convenções

Redação Jamildo.com

por Redação Jamildo.com

Publicado em 20/07/2026, às 18h42 - Atualizado às 18h57

Flávio Bolsonaro lê carta de Jair Bolsonaro
Em busca de reação, campanha de Flávio acelera estratégia enquanto enfrenta dificuldades para fechar alianças e ampliar tempo de TV - Reprodução/YouTube

Pesquisa Genial/Quaest indica que 55% dos eleitores acreditam na reeleição de Lula, contra 25% que apostam em Flávio Bolsonaro.

Às vésperas das convenções, a campanha do senador enfrenta dificuldades para ampliar alianças e avalia antecipar a divulgação de diálogos envolvendo Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva.

O cenário também aponta resistência de partidos de centro e possível redução do tempo de propaganda eleitoral do PL.

No Globo, o colunista Thomas Traumann informa que, na berlinda, a campanha de Flávio Bolsonaro pode antecipar a divulgação de diálogos do celular da empresária Roberta Luchsinger com o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. "A intenção inicial era guardar o material para agosto".

Depois de três meses consecutivos de crise na campanha do senador Flávio Bolsonaro, nesta segunda saiu um recorte inédito da pesquisa Genial/Quaest mostrando que 55% dos eleitores acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será reeleito em outubro.

Apenas 25% apostam na vitória de Flávio Bolsonaro. A vitória do presidente é a opinião majoritária em todas as regiões, gêneros, idades, nível escolar e religiões. Entre os evangélicos, fortaleza do bolsonarismo, Lula é considerado o provável vencedor por 45% a 36% para o senador.

Mesmo entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o levantamento mostra uma degradação na confiança das chances do candidato: entre os que se identificam com direita não-bolsonarista, o índice dos que acreditam na vitória da oposição caiu de 67% em abril para 46% em julho.

Entre os bolsonaristas raiz, a variação foi de 80% para 72%. Entre os eleitores independentes, na prática os que decidem a eleição, 52% creem na vitória de Lula. Apenas 14% acreditam em Flávio Bolsonaro.

No plano político, às vésperas da convenção marcada para o dia 25, Flávio Bolsonaro tenta um acordo com o Republicanos que lhe permita anunciar a desconhecida Daniella Marques como sua candidata a vice.

No domingo que vem, o PL faz a convenção para sacramentar a candidatura de Flávio Bolsonaro e especula-se que só deve atrair partidos nanicos, conforme já informou o site Jamildo.com. Maior federação do Congresso, PP e União Brasil ficarão neutros. O Republicanos também resiste a um apoio formal. É grande a possibilidade de Bolsonaro ter menos tempo de propaganda de rádio e TV do que Lula.