Álvaro Porto usa professores dispensados para criticar educação do estado

Presidente da Alepe vê falha grave na gestão da Educação estadual e diz que a Casa espera projeto que resolva questão dos temporários

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 10/09/2026, às 17h39

Peu Ricardo
Peu Ricardo

Álvaro Porto cobrou uma solução do Governo de Pernambuco para professores temporários dispensados.

Deputado defende continuidade dos contratos ou redução do intervalo entre vínculos.

Professores afirmam que desligamentos deixaram escolas sem docentes em diversas disciplinas.

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), cobrou do Governo de Pernambuco uma solução para a dispensa de professores temporários da rede estadual. O parlamentar se reuniu nesta quinta-feira (10) com docentes desligados no início de setembro e defendeu que o Executivo encaminhe com urgência uma proposta para permitir a continuidade dos contratos ou reduzir o intervalo exigido entre as contratações.

Segundo Porto, a medida é necessária para evitar que a falta de professores comprometa o calendário escolar e prejudique os estudantes. Ele afirmou que a Alepe está disposta a analisar e votar uma proposta que permita aos profissionais permanecerem em atividade até o fim do ano letivo.

“Com isso, pode-se impedir que estudantes sejam prejudicados, possibilitando que o ano letivo seja salvo”, disse. “A Assembleia espera que o governo envie o projeto com urgência máxima para que possamos aprovar o texto o quanto antes”, acrescentou.

Durante o encontro, o presidente da Alepe criticou a decisão do Executivo de dispensar os temporários durante o andamento do ano letivo. Para Porto, a medida provocou impactos tanto para os profissionais, que perderam a renda, quanto para os alunos que tiveram aulas interrompidas.

“Além de um desrespeito aos trabalhadores, que foram desligados sem comunicação prévia, ficando sem emprego e sem renda da noite para o dia, há relatos de estudantes que estão sem aulas em diversas disciplinas em todo o estado, o que é uma irresponsabilidade e absurdo completo”, afirmou.

O deputado também questionou o planejamento da Secretaria de Educação para a substituição dos docentes. “Como se faz uma dispensa de milhares de professores no meio do semestre? Como se faz um corte desta dimensão sem medir as consequências para milhares de profissionais, alunos e suas famílias?”, questionou. “Esta decisão é inadmissível e precisa ser revista. A Alepe espera o projeto que corrija esta falta de planejamento”, declarou.

Representantes dos professores afirmam que os desligamentos ocorreram de forma inesperada. Segundo a categoria, contratos firmados anteriormente teriam validade de seis anos e, em parte dos casos, só terminariam em 2027.