Marcelo Maia detalha no PodJá a explosão do setor imobiliário e o retorno do Faixa 1 para habitação. Episódio vai ao ar neste sábado (29)
por Cynara Maíra
Publicado em 29/11/2025, às 07h28 - Atualizado às 07h42
Marcelo Maia, superintendente da Caixa, é o entrevistado do PodJá deste sábado (29).
A Caixa projeta fechar o ano com R$ 8 bilhões em crédito imobiliário em Pernambuco, um recorde após os R$ 7 bi de 2024.
Maia vê a disputa entre Estado e Prefeitura por entregas de habitação como benéfica: "Quem quiser fazer mais é bom para a população".
O novo Minha Casa, Minha Vida paga 10% a mais por obras em terrenos com infraestrutura urbana, evitando conjuntos isolados.
Recife lidera a iniciativa de retrofit financiado pela Caixa, com foco na requalificação do centro e habitação social.
A disputa administrativa entre o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife para entregar unidades habitacionais gerou um efeito colateral positivo na economia de Pernambuco.
O diagnóstico é de Marcelo Maia, superintendente da Caixa Econômica Federal no estado, convidado desta semana do PodJá — O Podcast do Jamildo.
Em entrevista ao jornalista Jamildo Melo, Maia revelou que a instituição financeira deve fechar 2025 com cerca de R$ 8 bilhões em crédito imobiliário concedido, superando os R$ 7 bilhões de 2024 e os R$ 5 bilhões de 2023.
O programa completo vai ao ar neste sábado (29), às 14h, no canal do YouTube do Jamildo.com.
Segundo o superintendente, o estado vive um momento especial no setor, impulsionado tanto pela retomada do Minha Casa, Minha Vida pelo Governo Federal quanto pelas iniciativas locais.
Questionado se existe uma "guerra" entre a gestão de Raquel Lyra (PSD) e a de João Campos (PSB) para ver quem entrega mais chaves, Marcelo Maia classificou o cenário como uma competição saudável.
"Eu não sei se guerra, mas acho que as iniciativas, elas são bem sucedidas de ambos os lados. [...] Quem quiser fazer mais é bom para a população", afirmou Maia.
O gestor destacou dois motores principais para esse crescimento local:
Doação de Terrenos: Tanto o Estado quanto a Prefeitura têm doado terrenos públicos (incluindo áreas da União via SPU) para viabilizar empreendimentos do Faixa 1.
Subsídio de Entrada: Marcelo cita o programa Morar Bem, do Governo do Estado, que garante até R$ 20 mil para a entrada do imóvel, como uma referência nacional que destravou o mercado para famílias que não conseguiam poupar.
Maia explicou uma mudança crucial nas regras do novo Minha Casa, Minha Vida Faixa 1 (para a população mais vulnerável). O governo agora paga um adicional de 10% no valor do imóvel para construtoras que escolherem terrenos inseridos na malha urbana, próximos a escolas, postos de saúde e transporte.
A ideia seria acabar com a ideia presente em antigos conjuntos habitacionais, que eram construídos em locais remotos, que se tornavam um "abacaxi" para as prefeituras, que precisavam levar infraestrutura do zero para áreas isoladas.
O superintendente também adiantou que o Recife está na vanguarda do uso de prédios antigos para moradia popular. A Caixa lançou uma linha de financiamento específica para retrofit (reforma de edifícios existentes) e já analisa projetos para o centro da capital pernambucana.
"Se a gente quiser fazer um retrofit de Avenida Boa Viagem financiado pela Caixa, a construtora tem crédito. Se a gente quiser fazer um retrofit em qualquer lugar da cidade, voltado à habitação social, a gente tem linha de crédito", garantiu Maia.
Durante a conversa, o superintendente esclareceu uma dúvida comum sobre a comprovação de renda para trabalhadores informais, como motoristas de aplicativo.
Segundo ele, a movimentação bancária, extratos de Pix e pagamentos de contas (aluguel, energia) servem como "caracterização de renda" para aprovar o financiamento.
O episódio completo do PodJá com Marcelo Maia aborda ainda os números do déficit habitacional, a polêmica dos terrenos de marinha e as metas da Caixa para 2026.
Para assistir o vídeo completo é só acessar o canal do Youtube do Jamildo.com neste sábado às 14h.