Se vencer, João Campos promete estadualizar trecho pernambucano da Transnordestina para ligar ferrovia a Suape e destravar obra aguardada há décadas
por Redação Jamildo.com
Publicado em 05/06/2026, às 11h49 - Atualizado às 12h07
João Campos defendeu, na Fiepe, a estadualização e concessão do trecho pernambucano da Transnordestina como alternativa para destravar a ferrovia e conectar Suape ao projeto.
O pré-candidato também criticou a falta de novos projetos estruturadores no Estado e cobrou uma agenda de longo prazo para infraestrutura, logística e qualificação profissional.
Segundo ele, Pernambuco precisa se preparar para os desafios da reforma tributária e recuperar competitividade no Nordeste.
Em agenda na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, nesta quinta-feira (4), o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), voltou a defender uma alternativa para destravar a Ferrovia Transnordestina no Estado: a estadualização e posterior concessão do trecho pernambucano da obra.
O tema foi apresentado pelo socialista como uma das prioridades para recuperar a competitividade econômica de Pernambuco e fortalecer a infraestrutura logística do Estado nos próximos anos.
Segundo João Campos, a chegada da Transnordestina ao Complexo Industrial Portuário de Suape é estratégica para ampliar a capacidade de atração de investimentos e preservar a influência econômica pernambucana na região Nordeste.
"É fundamental a participação da sociedade civil e de instituições como a Fiepe nesse debate. Precisamos ter capacidade de planejar, executar e deixar isso como legado para Pernambuco. Esse debate estará na nossa plataforma de governo", afirmou.
A proposta de estadualização do trecho pernambucano da ferrovia já havia sido defendida por João em recentes agendas no Sertão. A ideia é que Pernambuco assuma a responsabilidade pela execução do ramal que liga Salgueiro a Suape e, posteriormente, realize uma concessão para viabilizar sua operação e conclusão.
A defesa da Transnordestina ocorreu durante encontro com empresários e representantes do setor produtivo, no qual João Campos criticou a ausência de novos projetos estruturadores para o Estado.
Sem citar diretamente a governadora Raquel Lyra (PSD), o pré-candidato argumentou que a maior parte das obras rodoviárias atualmente em execução foi planejada em gestões anteriores.
"Hoje, da carteira de projetos de estradas, 97% do que está em obra ou foi inaugurado nos últimos três anos foram projetos concebidos até o final de 2022. Existe uma necessidade latente da construção de um novo ciclo de desenvolvimento", declarou.
João também defendeu a elaboração de uma agenda de longo prazo voltada para infraestrutura, logística e qualificação profissional. Segundo ele, Pernambuco precisa se preparar para os impactos da reforma tributária e para um ambiente de maior competição entre os estados brasileiros na atração de investimentos.
Na área de formação profissional, o socialista propôs expandir para todo o Estado um modelo semelhante ao Embarque Digital, programa criado durante sua gestão na Prefeitura do Recife, com a meta de ofertar 10 mil vagas de ensino superior na área de tecnologia.
Recebido pelo presidente da Fiepe, Bruno Veloso, e pelo vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Essinger, João também visitou o Observatório da Indústria, do Senai, e afirmou que pretende utilizar indicadores e dados econômicos na formulação de políticas públicas caso seja eleito governador.
O site Jamildo.com revelou, com exclusividade, no final da gestão Bolsonaro, que o governo Federal havia aceito um pedido do Ceará para que o trecho pernambucano fosse anulado, prejudicando Suape e favorecendo Pecém, onde os donos da concessionária da ferorvia mantém investimentos.