Bradesco pagou valor por contrato de 63 meses para gestão da folha de pagamento de servidores, militares, aposentados e pensionistas do Estado
por Jamildo Melo
Publicado em 13/01/2026, às 08h27 - Atualizado às 09h32
Sem alarde, o Governo de Pernambuco já recebeu 90% dos recursos da licitação da folha de pagamento dos servidores do Executivo estadual.
O banco Bradesco venceu o pregão e se comprometeu a pagar R$ 940 milhões por um contrato de 63 meses, já assinado.
Do total, R$ 846 milhões foram depositados no Tesouro Estadual em dezembro, com o restante previsto para julho de 2026.
O valor entrou diretamente no caixa do Estado, sem necessidade de aprovação da Assembleia Legislativa.
Paralelamente, Alepe e governo avançaram em acordo para destravar a autorização de novos empréstimos voltados a investimentos e ajuste fiscal.
Sem alarde, o Governo do Estado já recebeu a maior parte do valor resultante da licitação da folha de pagamento dos servidores do Estado.
O vencedor do leilão foi o banco Bradesco, que já presta atualmente os serviços ao governo do Estado.
O Bradesco aceitou pagar R$ 940 milhões para o Poder Executivo, na renovação dos serviços.
O prazo do contrato, já assinado no final de dezembro, ficou em 63 meses.
O valor de R$ 846 milhões, equivalente a 90% da licitação, já foi depositado ao Governo do Estado em 24 de dezembro, nos termos do contrato.
O restante do valor será pago em julho de 2026.
A licitação ocorreu por meio de um pregão presencial na Secretaria de Administração (SAD), no Recife, em 18 de dezembro de 2025.
O Governo estipulou um lance mínimo de R$ 939 milhões. O Bradesco ofereceu apenas R$ 1 milhão acima do preço mínimo.
O dinheiro arrecadado entrou diretamente no caixa do Tesouro Estadual e é um recurso que não necessita de aprovação da Assembleia Legislativa para ser utilizado.
O leilão abrange apenas os servidores do Poder Executivo. Outros poderes, como a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas (TCE), realizam seus próprios certames, como já reportou o site Jamildo.com.
Para que se tenha ideia da grandeza dos valores, a primeira etapa do projeto do Arco Metropolitano foi orçada em cerca de 630 milhões, bancados por recursos do governo estadual. Apenas em uma segunda etapa, agora em janeiro, o governo do Estado planeja pedir recursos do governo Federal.
Na virada do ano, as negociações entre o Assembleia Legislativa de Pernambuco e o Governo de Pernambuco avançaram após semanas de impasse em torno da autorização para novos empréstimos.
O Executivo buscava aval legislativo para operações de crédito voltadas a investimentos em infraestrutura e reequilíbrio fiscal.
Já os deputados cobraram transparência, detalhamento da destinação dos recursos e garantias de controle sobre o endividamento.
Com o acordo parcial, a Alepe passou a analisar a aprovação dos empréstimos, considerados estratégicos pela gestão estadual.