CPRH e DER-PE revisam impacto ambiental de trecho de 25,3 km do Arco Metropolitano e elevam em R$ 442 mil o valor destinado à compensação ecológica
por Jamildo Melo
Publicado em 02/09/2026, às 16h32 - Atualizado às 16h46
A CPRH e o DER-PE elevaram de R$ 12,08 milhões para R$ 12,52 milhões a compensação ambiental relacionada ao Arco Metropolitano.
O aumento decorre da revisão do grau de impacto do Lote 2, que tem custo de referência de R$ 631,9 milhões.
O projeto pretende criar um corredor rodoviário entre polos industriais do Norte, BR-232 e Suape, retirando parte do tráfego pesado da malha urbana da RMR.
Sem alarde, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e o Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER) firmaram o primeiro termo aditivo ao Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) 001/2025.
O documento formaliza novos parâmetros para a mitigação dos impactos ecológicos decorrentes das obras do Arco Viário Metropolitano, projeto estratégico voltado para a mobilidade e o escoamento de cargas na Região Metropolitana do Recife.
A formalização do aditivo decorre da revisão do Grau de Impacto ambiental atribuído ao Lote 2 do empreendimento.
O trecho em questão compreende a ligação entre a BR-408 e a BR-101 Sul, especificamente no segmento que conecta o entroncamento da BR-232 ao entroncamento da BR-101, abrangendo uma extensão de 25,32 quilômetros.
A medida também estabeleceu a substituição de condicionantes técnicas anteriores por ações compensatórias diretas.
Com a reavaliação técnica, o percentual destinado à compensação ambiental subiu de 1,9122% para 1,9822%, calculado sobre o custo total de referência da obra, fixado em R$ 631,9 milhões.
O ajuste representa um acréscimo de R$ 442.330,00 no montante global da obrigação, elevando o valor total a ser investido em ações de preservação ecológica de R$ 12.083.191,80 para R$ 12.525.521,80.
Os recursos decorrentes da compensação ambiental serão geridos e aplicados em unidades de conservação e iniciativas de recuperação florestal no Estado, assegurando o cumprimento das diretrizes de sustentabilidade e licenciamento ambiental exigidas para o avanço da infraestrutura viária de Pernambuco.
Como já mostrou o site Jamildo.com, considerado um dos mais estratégicos e aguardados projetos de infraestrutura de transporte de Pernambuco, o Arco Viário Metropolitano foi concebido para funcionar como um anel de contorno rodoviário pelo lado oeste da Região Metropolitana do Recife.
A rodovia tem o objetivo central de interligar os polos industriais do Litoral Norte — como o polo automotivo e farmacêutico em Goiana — ao Complexo Industrial Portuário de Suape, no Litoral Sul.
A nova via foi planejada para redistribuir o tráfego pesado de cargas de longa distância e carretas que atualmente sobrecarregam o perímetro urbano da BR-101 e outras vias da capital e de cidades vizinhas.
Ao conectar de forma expressa as rodovias BR-101 Norte, BR-408, BR-232 e BR-101 Sul, o traçado busca reduzir custos de frete, encurtar tempos de viagem e diminuir os congestionamentos e o índice de acidentes na malha urbana metropolitana.
O projeto é estruturado em dois grandes trechos: o Lote Norte, que se estende da BR-408 até Goiana, e o Lote Sul, que parte da BR-408 em direção a Suape.
Devido à passagem por áreas de mata e bacias de mananciais, o empreendimento exige rigoroso monitoramento socioambiental, tornando os acordos de compensação e reflorestamento fundamentais para equilibrar o desenvolvimento logístico e a sustentabilidade ecológica no território pernambucano.