Raquel Lyra lança programa de acompanhamento a mães para fortalecer saúde materno-infatil

Estratégia do programa passa pelo cofinanciamento aos municípios e às maternidades; atendimentos serão feitos de forma remota, pelo PE.GOV ou por ligação

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 27/03/2026, às 10h16 - Atualizado às 11h11

Raquel Lyra fala ao microfone
Maternidades vão receber repasses mensais de R$ 30 mil a R$ 90 mil - Miva Filho/Secom

A governadora Raquel Lyra lançou o programa Colo de Mãe, voltado à atenção integral à saúde de gestantes, puérperas e crianças de até 2 anos em Pernambuco.

A iniciativa oferece acompanhamento contínuo desde o pré-natal até os primeiros anos da criança, com monitoramento de exames, acolhimento e orientações às mães.

O acesso será digital (app PE.GOV e telefone 155), com suporte de 46 “madrinhas”, profissionais que farão acompanhamento direto por teleatendimento e mensagens.

O programa também inclui ações voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade e será executado em parceria com municípios via SUS.

O investimento é de R$ 46,9 milhões, com repasses por atendimento e às maternidades; a expectativa inicial é alcançar cerca de 20 mil mães.

A governadora Raquel Lyra (PSD) lançou, na quinta-feira (26), o programa Colo de Mãe, iniciativa voltada para a política de atenção integral à saúde materno-infantil

A medida busca a qualificação e a ampliação do acompanhamento de gestantes, puérperas e crianças de até dois anos de idade em Pernambuco. 

O Colo de Mãe poderá ser acessado pelo aplicativo PE.GOV ou pelo telefone 155. O serviço contará com suporte digital que funcionará como uma espécie de guia de atendimento durante a gestação, o puerpério e os primeiros anos da vida da criança. 

Devido à articulação com a Secretaria da Mulher, ações também contemplam o apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade. 

Atendimento

Conforme detalhado pela secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, as mulheres serão atendidas desde o pré-natal até o momento em que as crianças atingirem os dois anos de idade

"Dessa forma, será monitorado se está fazendo os exames necessários, se a mulher está sendo bem acolhida nas unidades de saúde. As mães de primeira viagem têm alguns medos, dúvidas, de como se cuidar nas fases da gestação e no pós-parto com seus filhos. Agora terão as madrinhas para dar este suporte, sempre a postos através do aplicativo e do telefone 155", explicou.

As "madrinhas" são 46 profissionais responsáveis pelo acompanhamento direto a gestantes e puérperas. O monitoramento será feito por meio de teleatendimento, aplicativo institucional e ferramentas de mensagem.

Estratégias de investimento e de aplicação 

Os atendimentos acontecerão em colaboração com os municípios que optarem por aderir ao edital, por meio da pactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), garantindo a integração com a rede já existente do Sistema Único de Saúde (SUS) em Pernambuco.

"Esse programa dá as mãos aos municípios do Estado garantindo uma busca ativa e um acompanhamento mês a mês", disse Raquel Lyra. 

Ao todo, o Estado investirá R$ 46,9 milhões no funcionamento do programa, sendo feito o pagamento de R$ 193 aos municípios por cada mãe atendida. Além disso, serão feitos repasses mensais com valores entre R$ 30 mil e R$ 90 mil às maternidades. 

A expectativa da gestão estadual é de atender 20 mil mães nos primeiros meses