Prefeitura tem a intenção de cobrir os custeios da obra com recursos dos entes privados responsáveis pelo prédio de 50 anos; ainda não há definição na Justiça
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 29/04/2026, às 10h14
A Prefeitura do Recife prevê concluir em 2026 a demolição do Edifício 13 de Maio, na Boa Vista.
O prédio, abandonado desde os anos 1950, começou a ser demolido em janeiro deste ano.
A operação é complexa devido aos imóveis vizinhos, com parte do trabalho sendo manual nos andares superiores.
A demolição custa cerca de R$ 1,6 milhão e é alvo de disputas judiciais desde 2019.
Ainda não há definição sobre o uso do terreno, mas a prefeitura considera adquiri-lo após a demolição.
O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), vistoriou, na última terça-feira (28), o processo de demolição do Edifício 13 de Maio, localizado na Rua União, 155, no bairro da Boa Vista, e afirmou que o prédio deve ser derrubado ainda em 2026.
O 13 de Maio é uma obra de 12 pavimentos abandonada pela iniciativa privada, que deu início à construção do prédio ainda na década de 1950. Cinquentenária, a estrutura passa por processo de demolição da Prefeitura do Recife desde o dia 6 de janeiro de 2026.
De acordo com o prefeito, a demolição do imóvel se torna um processo complicado devido à presença de outros prédios habitacionais ao redor. Nos andares mais altos, os materiais são retirados de forma manual, com a utilização de um duto central responsável pelo direcionamento dos resíduos para caçambas.
"E, a partir do quinto andar, do quinto andar para baixo, quando estiver chegando, de cima para baixo, aí pode usar a maquinaria mais rápido. Cada andar é demolido por cerca de um mês e meio, dois meses. E, no final, acelera", explicou o gestor.
A prefeitura espera finalizar a demolição do imóvel ainda neste ano, talvez em setembro, já que, em janeiro, o órgão afirmou que as intervenções deveriam durar oito meses.
O imóvel é alvo da Prefeitura desde 2019, porém, impasses entre a gestão e os proprietários do imóvel sobre o custeio da demolição atrasaram a progressão da pauta. A demolição custa R$ 1,6 milhão e está sendo paga pela prefeitura.
Em comunicados anteriores à imprensa, a gestão municipal afirmou que o valor da operação seria custeado pelas entidades privadas responsáveis; fato reiterado pelo prefeito na terça-feira. Porém, os proprietários do imóvel faleceram e, até agora, não houve a identificação de herdeiros.
Ainda em janeiro, a prefeitura disse que os custos seriam cobertos com a venda do terreno. Já em abril, na mesma terça-feira, Victor Marques afirmou que é do interesse da gestão a aquisição da área: "E a gente vai cobrar do privado que seja custeado tudo o que a gente gastar aqui para fazer essa demolição, inclusive sendo possível depois a Prefeitura adquirir o terreno usando esse custe".
O site Jamildo.com procurou contato com a Prefeitura do Recife e foi respondido: até o momento não há definições sobre os assuntos, pois eles ainda tramitam na Justiça. A assessoria da prefeitura também comunicou que vai buscar mais informações sobre a pauta. Quando as informações forem disponibilizadas, a matéria será atualizada.