Raquel Lyra iniciará força-tarefa para limpeza do Rio Beberibe após 13 anos sem intervenções estaduais

Governo de Pernambuco começa limpeza emergencial no Beberibe nesta sexta (08). Ação ocorre em conjunto com a conclusão das obras no Canal do Fragoso.

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 08/05/2026, às 08h47 - Atualizado às 09h02

Foto: João Bita/ Alepe
Foto: João Bita/ Alepe

A gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) inicia, nesta sexta-feira (08), uma força-tarefa emergencial para a limpeza do Rio Beberibe, no Recife.

A ideia é retirar lixo e entulhos para reduzir os riscos de inundações durante o período chuvoso. Segundo o Governo do Estado, a manutenção pesada no leito do rio não acontece há 13 anos, o que resultou no acúmulo de sedimentos e poluição.

O serviço começa às 10h na Rua Dalva de Oliveira, no bairro do Porto da Madeira. A operação seguirá por tempo indeterminado até que o fim da limpeza total do trecho.

Acompanham a ação os secretários Rodrigo Ribeiro (Desenvolvimento Urbano e Habitação) e Almir Cirilo (Recursos Hídricos e Saneamento).

A última dragagem estruturante no leito do rio e de grande porte ocorreu entre 2011 e 2013, durante a segunda gestão de Eduardo Campos.

Nesse intervalo, houve ações menores e de manutenção de canais ligados ao rio. A própria Prefeitura do Recife chegou a tirar mais de 300 toneladas de lixo do rio em 2022, em parceria com o Governo do Estado, poucas semanas após as tragédias causadas pelas chuvas naquele ano. 

O PAC Beberibe, projeto de urbanização lançado em 2008 com previsão de investimentos superiores a R$ 500 milhões, sofreu sucessivas paralisações. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) apontaram problemas na execução de contratos e na falta de conservação das áreas que já haviam recebido dragagem.

A desobstrução do Beberibe é importante também para desobstrução do Canal do Fragoso, que atravessa Olinda e deságua no rio.

A obra do Fragoso foi retomada neste ano após mais de dez adiamentos desde 2013. A gestão estadual planeja concluir a limpeza do canal nos próximos dias. O Fragoso não funciona corretamente se a foz, no Beberibe, estiver obstruída por lixo e assoreamento.

A falta de limpeza constante reflete na saúde pública das comunidades vizinhas, como Campina do Barreto e Porto da Madeira. O monitoramento da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) classifica a água do rio como "Muito Ruim".