Raquel Lyra autoriza construção de casas com materiais sustentáveis em Fernando de Noronha

Projeto de Raquel Lyra em Fernando de Noronha terá investimento de R$ 12,9 milhões. Estado assume R$ 9,7 milhões do custo logístico e de infraestrutura

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 15/04/2026, às 11h00 - Atualizado às 11h28

Raquel Lyra aperta a mão de Virgílio Oliveira
Janaína Pepeu/Secom

A governadora Raquel Lyra (PSD) assinou nesta terça-feira (14) a ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha.

O projeto integra o programa Morar Bem e será o primeiro empreendimento do Minha Casa, Minha Vida Sub50 no arquipélago.

O investimento total é de R$ 12,9 milhões. A União financia as unidades habitacionais, mas o Governo de Pernambuco assegura a maioria do aporte (R$ 9,7 milhões) para garantir a infraestrutura e a logística de transporte para a ilha.

As residências estarão no bairro de  Três Paus e utilizará tecnologia de concreto leve, uma mistura de cimento e isopor em blocos de encaixe. A metodologia reduz o desperdício de materiais e facilita o transporte logístico, além de oferecer isolamento térmico e acústico. O foco do projeto é para famílias com renda mensal de até R$ 2.850,00

Cada unidade terá 46,52 m² e deve ser entregue em 12 meses. As 25 casas unifamiliares foram selecionadas em portaria ministerial de 2024. A execução das obras ocorrerá com acompanhamento da Secretaria de Habitação e da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).

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A ideia da gestão é replicar o modelo em outros municípios pernambucanos após testar a eficiência e o impacto de resíduos na ilha.

O projeto habitacional inclui a instalação de redes de energia elétrica, abastecimento de água potável e sistemas de drenagem pluvial. A ilha depende de um sistema sensível de dessalinização e usinas solares para o suporte da população fixa e flutuante.

O administrador do arquipélago, Virgílio Oliveira, afirmou que a intervenção atende a uma necessidade de investimento em habitação popular.

O projeto tenta equilibrar a política de "carbono zero" da ilha com a demanda por moradias dignas para servidores e trabalhadores locais. O sistema de tratamento de resíduos sólidos da ilha já opera com envio de materiais para o continente, o que reforça a necessidade de tecnologias que gerem menos entulho de obra.