Professores de Recife e Olinda realizam paralisação das atividades nesta quarta-feira (15)

Mobilizações integram manifestações nacionais da classe; em Brasília, professores realizam marcha em frente aos três Poderes

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 15/04/2026, às 10h29

Manifestação passada do SIMPERE

Não houve aulas nas redes municipais do Recife e de Olinda no dia 15, devido à paralisação organizada por sindicatos locais, dentro da mobilização nacional da 27ª Semana em Defesa da Educação Pública.

No Recife, o movimento reivindica mais investimentos, melhores condições de trabalho e a realização de concursos públicos para a educação.

Em Olinda, além de críticas à gestão municipal, os professores também realizaram uma plenária para discutir questões relacionadas ao pagamento do Fundef.

A mobilização integra um movimento nacional liderado pela CNTE, que incluiu a “Marcha da Classe Trabalhadora” em Brasília, com pautas voltadas a direitos e valorização profissional.

No cenário nacional, foi sancionado o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê metas como ampliar o investimento em educação para 10% do PIB e elevar os índices de alfabetização e aprendizagem nos próximos dez anos.

Nesta quarta-feira (15), não haverá aulas nas redes municipais de Recife e Olinda em nenhum turno, devido à paralisação promovida pelo Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) e pelo Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Sinpmol).

As manifestações integram a mobilização nacional feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) durante a 27.ª Semana Nacional em Defesa da Educação Pública. 

O sindicato recifense cobra maiores investimentos e melhorias nas condições de trabalho dos professores, além da realização de concurso público para todos os cargos da educação. 

"A educação pública é a base de uma sociedade justa, democrática e soberana. É na escola que formamos cidadãos críticos e conscientes. Defender a escola pública é defender o futuro do Brasil", defendeu o grupo. 

Já em Olinda, as reclamações caem sob a prefeita Mirella Almeida (PSD): "Cumpra o seu dever de garantir escolas de qualidade e garantir as condições de trabalho dos professores da rede", defendeu o Sinpmol.

Os profissionais da rede de educação olindense também vão realizar uma plenária dedicada a informações e dúvidas que envolvam pagamentos do Fundef. O encontro está marcado para as 14h, na Rua do Catulo da Paixão Cearense, n.º 151, no bairro de Jardim Atlântico. 

Em Brasília, a CNTE realiza a "Marcha da Classe Trabalhadora", reunindo trabalhadores de todo o país e apresentando aos três Poderes uma atualização da pauta trabalhista, a fim de reafirmar direitos da classe e propor melhores condições de trabalho. 

Educação Nacional

Na última terça-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas e deveres para a educação brasileira nos próximos dez anos. 

Entre as propostas estabelecidas está a transição gradual do investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação brasileira. Com isso, o Estado brasileiro tem a intenção de aliar o crescimento de índices como alfabetização, aprendizagem e trajetória escolar com o desenvolvimento econômico do país.

Nos resultados esperados está a alfabetização de pelo menos 80% das crianças ao final do 2º ano do ensino fundamental, meta a ser alcançada até o quinto ano de vigência do plano, e a universalização da alfabetização na idade certa até o final do decênio.