Jamildo Melo | Publicado em 06/01/2026, às 14h17 - Atualizado às 14h36
Em entrevista à CNN Brasil no dia 22 de dezembro, o ministro pernambucano Silvio Costa Filho comentou a sucessão de casos de feminicídio no noticiário.
Silvinho disse que ficou chocado com a notícia de um cidadão que matou a esposa na frente dos filhos.
"Um cidadão desse não tem jeito... Nós temos, no Brasil, que avaliar até a pena de morte para esse tipo de indivíduo", afirmou.
Como a defesa da pena de morte geralmente é associada a políticos de direita, a fala tem repercutido até agora.
A defesa da tese teria surpreendido até integrantes de seu partido, o Republicanos.
Membros da legenda se apressaram em dizer que a posição do ministro é individual e não partidária.
A imprensa nacional comentou que a defesa feita pelo ministro Silvio Costa Filho da pena de morte para autores de feminicídio teria constrangido integrantes do governo Lula. Balela pura.
Na última visita que fez a refinaria Abreu e Lima, em Suape, o próprio Lula defendeu um movimento nacional dos homens contra os ‘animais’ que batem, judiam e maltratam as mulheres, estupram filhas.
Ele citou o caso de uma menina de dois anos estuprada pelo amante da avó.
"Que pena merece um desgraçado desses? Até a morte é suave”, defendeu Lula, como já informou o site Jamildo.com.
No que toca a Silvinho, a menção ao tema pelo ministro tem, clara relação com as eleições.
Ele é pré-candidato ao Senado por Pernambuco e está buscando fazer um gesto ao eleitorado mais conservador.
Em seu livro Brasil no Espelho, Felipe Nunes mostra com pesquisas que, quanto mais inseguro se sente o brasileiro, mais punitivista ele tende a ser.
Quando perguntados se deveria existir pena de morte para quem comete crimes como estupro, 77% dos entrevistado disseram que sim. Apenas 21% dos entrevistados discordou.
Como a medida fere cláusulas pétreas da Constituição, é impossível ser implementada no Brasil. Só pela educação algo pode mudar no futuro.
Em um achado inédito, Felipe Nunes diz que é a primeira vez que as pesquisas detectam uma geração que, mesmo não reconhecendo o machismo, não o pratica.
A geração dos nascidos entre 2000 e 2009, os chamados primeiros nativos digitais, é a geração com a visão mais moderna neste sentido. Há esperança, portanto.
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