Plantão Jamildo.com | Publicado em 10/02/2026, às 17h57
Prestes a se tornar a maior bancada do Congresso Nacional, a definição da Federação União-Progressista sobre qual candidatura ao Governo de Pernambuco apoiará nas eleições de outubro ficará para depois de 4 de abril, quando se encerra a janela partidária. A informação foi confirmada pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP), presidente estadual do partido e da federação no Estado, ao JC.
Segundo ele, a decisão dependerá da consolidação do quadro de filiações e da composição das chapas proporcionais. “Nós só podemos tomar uma decisão em relação a quem a gente vai apoiar para governador quando a gente tiver dentro do cenário político para dar a opinião e decidir em conjunto os candidatos a deputado e os filiados do partido”, afirmou.
A federação é alvo de articulações tanto da governadora Raquel Lyra (PSD) quanto do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que disputam apoios para fortalecer seus palanques. A definição do grupo é considerada estratégica para o cenário estadual por tempo de televisão na propaganda eleitoral em rádio e TV, além da governabilidade na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), por ter uma das maiores bancadas da Casa.
De acordo com Eduardo da Fonte, que ficará na presidência da Federação em Pernambuco, a direção estadual tem mantido diálogo com lideranças interessadas em se filiar às legendas que compõem a federação e aguarda a conclusão das movimentações partidárias para deliberar. “O que a gente não pode fazer é antecipar essa decisão sem ouvir aqueles que irão disputar a eleição pelo partido”, disse.
O dirigente reconheceu que há conversas em curso com diferentes atores políticos. Uma situação envolve também o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, integrante da federação e presidente estadual do União Brasil, que declarou apoio a João Campos e busca viabilizar uma candidatura ao Senado pela Frente Popular.
Para Da Fonte, o diálogo faz parte do processo eleitoral. “Ele tem conversado com Raquel, tem conversado com João, e é natural também que todos conversem. A arte da política é a conversa”, declarou,
O parlamentar avaliou ser improvável que integrantes da federação contrariem a posição que vier a ser definida pela maioria. “Todo mundo vai sentar à mesa, dialogar e discutir o que é importante para cada um e para a Federação. Depois disso, iremos tomar a decisão em conjunto”, afirmou.
Ao Jamildo.com, a Missionária Michele Collins (PP), ex-vereadora do Recife e ex-deputada federal, comentou que a bancada por parte do Progressistas está fechada com a governadora Raquel Lyra e que o nome posto ao Senado será do deputado Eduardo da Fonte.
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