Teresa Leitão nega aval de Lula para entrada de Túlio Gadelha na chapa de Raquel Lyra

Cynara Maíra | Publicado em 12/05/2026, às 11h42 - Atualizado às 12h27

Teresa Leitão é convidada do PodJá deste fim de semana - Mariana Gonçalves/Teresa Leitão
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Convidada do PodJá- O Podcast do Jamildo no sábado (16), a senadora Teresa Leitão (PT) fez diversas declarações sobre a política nacional e estadual. O episódio vai ao ar neste fim de semana às 14h. 

Sobre as eleições de 2026 em Pernambuco, o jornalista Jamildo Melo questionou a senadora sobre a entrada do deputado federal Túlio Gadelha (PSD) na legenda de Raquel Lyra, junto a uma pretensão ao Senado na chapa da gestora. 

Teresa Leitão afirmou que Túlio não teve aval do presidente Lula (PT). Segundo a senadora, o parlamentar tentou falar com o presidente, mas não obteve sucesso, podendo ter falado com algum ministro. Ela teria procurado saber sobre a movimentação diante da pretensão de Túlio ao Senado no palanque de Raquel.

"Pode ter alguma articulação de alguma assessoria, algum ministro. Raquel sempre foi muito próxima do ministro Rui Costa, nem ele, nem ela escondem isso. Mas não foi uma coisa [entrada de Túlio na chapa de Raquel] de caso pensado porque isso ia ajudar Lula a ser presidente", afirmou a senadora.  

Para a petista, a presença de Túlio no grupo de Raquel serviria apenas para dar um "verniz de esquerda" à gestão estadual. Ela acredita que o movimento atrapalha a chapa da Frente Popular, que tem o senador Humberto Costa (PT) como prioridade na reeleição ao lado de Marília Arraes (PDT) no palanque de João Campos (PSB).

Teresa também pontuou a dificuldade de alinhamento nacional do PSD com o PT, citando a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência. Segundo ela, o partido da governadora abriga lideranças que fazem oposição radical ao governo federal, citando que Raquel Lyra está acompanhada de quem votará em Bolsonaro.

Sobre o chamado "voto LuQuel", a senadora minimizou a estratégia de Túlio Gadelha. Teresa afirmou que o voto casado entre Lula e Raquel já ocorreu naturalmente no segundo turno de 2022, mas que agora o PT deve ter uma posição clara ao lado do prefeito João Campos.

"A posição do PT é que tem que ficar bem clara e definida. O palanque de Lula e Alckmin é o palanque onde o PT está aqui no estado com a candidatura de Humberto Costa", enfatizou.

A senadora avalia que o uso da imagem de Lula por Túlio no palanque de Raquel gera confusão no eleitor e pode canibalizar votos da chapa oficial da Frente Popular. Atualmente, Túlio Gadelha disputa uma das duas vagas ao Senado na chapa de Raquel com o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP).

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