Cynara Maíra | Publicado em 07/05/2026, às 08h29 - Atualizado às 08h38
Moradores de 11 municípios da Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife podem solicitar o saque do FGTS por calamidade desde a quarta-feira (06) após a articulação do Governo de Pernambuco com a Caixa Econômica Federal.
O benefício contempla, inicialmente, as cidades em situação de emergência com população abaixo de 50 mil habitantes. 27 municípios de Pernambuco estão na lista de locais altamente afetados pelas chuvas da semana passada.
A publicação sobre o tema ocorreu após a vice-governadora Priscila Krause (PSD) se reunir com o superintendente de rede da Caixa em Pernambuco, Marcelo Maia, na quarta-feira (06), para tratar do fluxo de pagamentos.
Segundo o banco, o valor máximo para retirada é de R$ 6.220,00 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível. O trabalhador interessado deve realizar o pedido online, pelo aplicativo do FGTS, até o dia 3 de agosto de 2026. Para ter direito, o cidadão não pode ter realizado saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses.
As cidades com o saque já disponível são:
Os outros 16 municípios que constam no decreto estadual de emergência devem aguardar o mapeamento da Defesa Civil sobre as áreas atingidas, para que os moradores também acessem o saldo.
A situação de emergência ocorreu depois de uma influência dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL). O sistema meteorológico intensificou as chuvas na Mata Norte e no litoral, com acumulados que superaram 150 mm em 24 horas em cidades como Timbaúba.
O volume representa mais de 60% da média histórica para todo o mês de maio. A infraestrutura local registrou bloqueios temporários na BR-101 Norte e na PE-090, além de contabilizar mais de 2.500 pessoas fora de casa nessas 11 localidades.
Além liberação do FGTS, a governadora Raquel Lyra (PSD) enviou dois projetos de lei para a Assembleia Legislativa (Alepe) na terça-feira (05).
O primeiro institui o Auxílio Pernambuco, que prevê o pagamento de R$ 2.500 para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico que comprovarem danos materiais nos imóveis. O segundo projeto cria o Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil, com o objetivo de garantir recursos permanentes para obras de contenção de encostas, drenagem e dragagem de rios.
Antes de encaminhar as propostas ao Legislativo, Raquel Lyra cumpriu agenda em Brasília na terça-feira (05). A gestora apresentou ao ministro das Cidades, Vladimir Lima, um pacote de investimentos de quase R$ 8 bilhões para obras de macrodrenagem e habitação de interesse social.
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