Plantão Jamildo.com | Publicado em 08/07/2026, às 19h06
O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, afirmou nesta quarta-feira (8) que conduziu de forma transparente as negociações para a composição da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) e defendeu que o Progressistas (PP) conclua as discussões sobre sua participação no grupo político. As declarações foram dadas durante conversa com a imprensa na Fenearte, em Olinda, antes da chegada da governadora ao evento.
Segundo Miguel, o prazo de 48 horas solicitado pelo PP para responder ao convite feito por Raquel Lyra se encerra sem espaço para novos adiamentos. Na avaliação do dirigente do União Brasil, a ausência de uma definição também representa uma posição política e abre caminho para que a governadora tome uma decisão sobre a formação da chapa.
"Ninguém pode me cobrar que eu fiz um jogo escondido. Sempre fui pragmático e transparente. Eu falo pelos outros sendo muito transparente e com o grupo de lá também, inclusive com o grupo do João [Campos]. João fez uma opção, a gente saiu, nós terminamos como alternativa e, de lá para cá, eu nunca coloquei em dúvida meu posicionamento", afirmou.
Ao comentar a falta de uma resposta definitiva do PP, Miguel disse que o silêncio também deve ser interpretado como uma manifestação do partido.
"Pediram um tempo para pensar, 48 horas. Deixa passar o prazo para saber o que é que vai fazer. Mas também, se não tiver resposta, é resposta. Você perde um tempo para pensar e não responde, o silêncio também é uma resposta. Isso vai legitimar ela tomar a decisão e as medidas que parecerem ser tomadas", declarou.
O ex-prefeito de Petrolina afirmou que cabe agora ao Progressistas definir se permanecerá no projeto político liderado por Raquel Lyra ou seguirá outro caminho.
"O PP vai dizer: 'OK, estamos com você' ou 'Não estamos, vamos romper'. Porque se não está com ela, vai romper. Não existe PP ficar com ela como aliado, mas sem a vaga. Existe uma coisa ou outra. Não cabe a gente opinar", disse.
Durante a entrevista, Miguel também apresentou sua versão sobre a negociação da segunda vaga ao Senado. Segundo ele, o espaço foi inicialmente oferecido ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que teria recusado a indicação em duas oportunidades.
"Essa vaga inicialmente era do PP, do Dudu [Eduardo da Fonte]. Ele não quis por duas vezes. Ela avançou com a gente, a União veio e ela avançou. Quando ela ofereceu de novo, o PP não aceitou, ela avançou com Túlio. Tanto que Túlio saiu da Rede e foi para o PSB nesse compromisso", afirmou.
Com negociações de Raquel Lyra em Brasília, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho defendem respectivos lados
Decisão de Eduardo da Fonte ao Senado pode mudar a partir de estatuto da federação; entenda
Progressistas decide por Eduardo da Fonte ao Senado com aval de Ciro Nogueira; Miguel e União Brasil se abstêm e negam validade jurídica