Cynara Maíra | Publicado em 17/10/2026, às 08h19 - Atualizado às 09h18
Depois de saírem vitoriosos na disputa pela Câmara dos Deputados em Pernambuco, Jones Manoel (PSOL) e Eduardo Moura (Novo) serão colegas no Congresso Nacional, mas podem já planejar um novo embate eleitoral em dois anos.
Ambos os adversários deram sinais de interesse após o primeiro turno de disputar o posto de prefeito do Recife. No PodJá ao vivo da sexta-feira (16), Jones terminou a live com Jamildo Melo citando que faltou uma pergunta que ele só responderia em outra live: se ele disputará a PCR em 2028.
"Depois do resultado das eleições, está todo mundo especulando se vou ser candidato a prefeito de Jaboatão ou de Recife. Aí faltou perguntar isso, mas na próxima entrevista eu respondo para vocês", disse o deputado federal eleito.
Esse indicativo aponta, ao menos, o interesse do comunista em ampliar os debates sobre o tema. Apesar disso, logo depois do primeiro turno Jones negou o comentário de um jornalista sobre a possibilidade de disputar a Prefeitura do Recife.
"Bom dia. Não! Temos um segundo turno para batalhar. É preciso lutar para garantir a derrota de Flávio Bolsonaro e a reeleição de Lula. Depois do segundo turno, a tarefa central é a ORGANIZAÇÃO POPULAR. Transformar os comitês populares da minha campanha em organização e "fábrica" de militância. Reorganizar e fortalecer uma esquerda revolucionária em Pernambuco e no Brasil. Não estou pensando em eleição municipal. De resto, muito obrigado ao povo trabalhador de Recife. Fui o MAIS VOTADO da cidade, derrotando as máquinas do PSB e PSD!", citava o texto publicado no X, antigo Twitter.
Jones também fez críticas para Moura no PodJá. O político do Novo o criticou em um vídeo nas redes sociais nesta semana, chegando a chamar o militante comunista de "frouxo" após uma fala de Jones sobre ter pessoas que "saiba dar uns tapas" protegendo militantes em atos. Jones explicou o caso e fez diversas críticas pessoais ao vereador e deputado eleito.
Assista o Podcast completo com o político:
Jones já concorreu a cargos executivos antes. Em 2022, foi candidato a governador de Pernambuco, ficando em sexta posição, com 0,69% dos votos, um total de 33.931 votantes.
Em entrevista a um podcast, uma semana atrás, Eduardo Moura chegou a não descartar a possibilidade. Quando o apresentador falou que via o deputado federal eleito em um cargo no Executivo Municipal, o político respondeu: "Deus é quem sabe. O desafio que Deus mandar para mim, eu vou fazer assim: é para ser aí? Agora me ajude, viu? Porque sozinho eu não consigo".
Ao citar especificamente a Prefeitura do Recife, Eduardo citou: "Veja, hoje eu já não digo não. Antes eu dizia: 'Ah, que coisa nenhuma!'. Mas a minha vontade de ajudar as pessoas como ela é real, e quando eu paro para pensar que o Executivo tem a caneta para fazer um monte de coisa que o Legislativo não tem, dá vontade de topar o desafio".
Eduardo Moura e Jones Manoel são nomes adversários que já chegaram a protagonizar um debate no Fala Ordinário que viralizou nacionalmente pelas polêmicas. A partir de 2027, ambos estarão na bancada pernambucana da Câmara dos Deputados.
Além de Moura e Jones, também se especula a possibilidade da entrada do deputado federal Pedro Campos (PSB) como nome socialista na disputa. Aliados mais próximos da governadora, como o deputado Túlio Gadelha (PSD) e a vice-governadora Priscila Krause (PSD), também são nomes cotados como interessados em concorrer pela capital pernambucana.
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