Com rejeições na CCLJ e Finanças, Raquel Lyra alfineta: “querem atrapalhar Pernambuco”

Cynara Maíra | Publicado em 25/03/2026, às 08h57 - Atualizado às 09h30

Raquel Lyra falou sobre situação da LOA 2026 durante evento em Serra Talhada -
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Após a Comissão de Constituição e Justiça (CCLJ) e a Comissão de Finanças rejeitarem os vetos da governadora Raquel Lyra (PSD) na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2026, a gestora falou indiretamente sobre o caso. 

Na terça-feira (24), durante a abertura do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe) em Serra Talhada, Raquel Lyra disse em seu discurso que "fala-se sobre mudança, fala-se sobre futuro, mas na hora do pega pra capar, querem atrapalhar Pernambuco. Isso nós temos enfrentado todo dia", em referência à oposição. 

Apesar de manter a tese de que a oposição tenta atrapalhar sua gestão por motivos políticos, Raquel também declarou que está "firme, forte e alegre" ao elogiar sua equipe. "São mais de 200 mil trabalhadores no estado de Pernambuco que todo dia acordam bem cedo e dormem tarde para fazer o bem", disse. 

Mesmo sem nomear quem estaria atrapalhando o estado, Raquel Lyra chegou a dizer que Pernambuco seria o único estado do país que ainda está sem a aprovação da LOA

A fala de Raquel ocorreu poucas horas após as duas maiores comissões da Alepe rejeitarem seus vetos na LOA. 

Apesar do parecer favorável do deputado estadual João Paulo (PT), a CCJ rejeitou os vetos por 5 votos a 4. O desempate do presidente Alberto Feitosa (PL) decidiu o tema. 

Pelo Regimento Interno da Alepe (Art.353), a CCLJ analisa a constitucionalidade dos vetos e poderia arquivar o texto se houvesse uma rejeição de 2/3 (caso seis dos nove parlamentares fossem contrários ao material). Como a decisão ficou em 5 a 4, o texto poderia seguir para o Plenário, onde precisará de maioria absoluta.

Na Comissão de Finanças a rejeição do texto, que ficou na relatoria de Cayo Albino (PSB), foi unânime. 

Entenda o dilema com a LOA de 2026

Aprovada no fim de 2025, a LOA ainda não está em efetiva execução por um impasse político. A Alepe aprovou o projeto em dezembro, mas com diversas alterações, entre eles um limite de 10% para o remanejamento de recursos por parte do Executivo, o plano da gestão seria 20% para maior flexibilidade

Lyra vetou parcialmente 44 emendas e dois artigos do material, alegando intervenção indevida na prerrogativa do Executivo. O presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (MDB) arquivou os vetos, criando duas LOAs diferentes no estado. 

Com o impasse, o Governo de Pernambuco entrou na Justiça, que legitimou a versão de Raquel, Álvaro Porto apresentou recurso contra. 

Desde então, os vetos e a situação do projeto constam na Alepe para regularização. 

Raquel Lyra alepe loa

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