Categoria com cerca de 600 servidores quer equiparação financeira e cita precedentes de outras reestruturações aprovadas pelo Governo doe Pernambuco
por Cynara Maíra
Publicado em 25/03/2026, às 07h50 - Atualizado às 08h13
Os gestores governamentais de Pernambuco realizaram uma assembleia geral na segunda-feira (23) para discutir o Plano de Impulsionamento da Carreira.
A categoria exige reestruturação salarial, argumentando que o vencimento inicial atual, de cerca de R$ 6.500, está defasado em comparação a carreiras similares em outros estados.
O sindicato utiliza como precedente a Lei Complementar nº 548/2024, que garantiu a readequação remuneratória de outras carreiras do Estado.
A carreira existe desde 2008 e possui quase 600 servidores concursados. Eles atuam em áreas estratégicas ligadas ao orçamento, controle interno e gestão por resultados.
A presidente do SindGestor-PE, Vivianne Gueiros, argumenta que a valorização financeira da categoria é essencial para garantir a eficiência da máquina pública estadual.
Na segunda-feira (23), os gestores governamentais se reuniram em assembleia do SindGestor-PE para discutir um novo modelo de remuneração.
O encontro debateu a criação do Plano de Impulsionamento da Carreira e a necessidade de corrigir os vencimentos atuais com base nas remunerações ao redor do Brasil. O grupo também aponta que o salário também deve levar em consideração a complexidade das atividades que exercem na máquina pública estadual. O Plano ainda está em construção.
Atualmente, o salário inicial de um gestor governamental em Pernambuco é cerca de R$ 6.500, valor que depende da área de atuação e da soma de gratificações. A categoria utiliza como parâmetro carreiras técnico-científicas semelhantes em outros estados e no governo federal para justificar a necessidade de equidade salarial.
A movimentação da categoria ocorre após a reestruturação de outras categorias do estado, ainda em setembro de 2024, quando a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Complementar nº 548. O grupo considera que a nova lei abriria um precedente jurídico e político para a atual cobrança dos gestores.
Apesar da tese de controle de gastos e responsabilidade fiscal da gestão estadual, durante a reunião a diretoria do SindGestor-PE apresentou um balanço dos resultados entregues pela categoria ao longo dos últimos 16 anos. O sindicato argumenta que as atividades do grupo garantiram refinanciamentos vantajosos para o caixa de Pernambuco, o que justificaria um aumento salarial.
Eleita em dezembro de 2025, a presidente do sindicato, Vivianne Gueiros, defendeu que a valorização da categoria reflete diretamente na qualidade dos serviços ofertados à população.
"O SindGestor-PE segue firme no seu compromisso de buscar soluções que valorizem e fortaleçam a carreira dos Gestores Governamentais, assegurando sustentabilidade tanto para os profissionais quanto para a gestão do Estado", afirmou a dirigente.
Pernambuco oficializou a categoria dos gestores governamentais em 2008 e já detém quase 600 servidores concursados no estado. Desse total, cerca de 450 ocupam posições de liderança no Poder Executivo.
Os profissionais dividem-se em três especialidades vinculadas às secretarias de Administração (SAD), Controladoria-Geral do Estado (SCGE) e Planejamento e Gestão (Seplag) nas áreas de controle interno, elaboração de orçamento, avaliação de políticas públicas e captação de recursos.
Leia também