Com negociações de Raquel Lyra em Brasília, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho defendem respectivos lados

Cynara Maíra | Publicado em 08/07/2026, às 07h43 - Atualizado às 08h31

Antonio Coelho, Eduardo da Fonte, Miguel Coelho, Lula da Fonte e Fernando Filho -
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A governadora Raquel Lyra (PSD) voltou de Brasília na terça-feira (07), mas não parece chegar em Pernambuco com uma resolução sobre sua chapa ao Senado.

Apesar de uma reunião na segunda-feira (06) com lideranças do União Brasil e do Progressistas, a situação sobre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) deve continuar em impasse. 

Fontes do lado de Miguel Coelho alegam que Raquel defende o presidente estadual do União Brasil para compor sua chapa, mas a hegemonia do grupo de Eduardo da Fonte no estado supostamente prejudicaria a resolução. A situação é mais difícil porque tanto Dudu quanto Miguel estariam irredutíveis sobre uma candidatura ao Senado, o que dificultaria as negociações e possíveis alternativas.

Sobre isso, pouco tempo após as negociações, ambos os lados da disputa defenderam suas prerrogativas ao Senado.  

Miguel Coelho chegou a dizer que disputará o Senado nem que seja de forma avulsa, retomando a possibilidade que já ventilava anteriormente. O principal impasse seria que, como federação, a legislação só permitiria uma candidatura no União Brasil se o Progressista também seguisse a independência.

Especula-se que a ideia inicial de Miguel após migrar para o lado de Raquel seria ter uma chapa conjunta a Dudu, mas a sigla teria rejeitado na época e agora o ex-prefeito de Petrolina estaria comprometido com o nome de Túlio Gadelha, que já o apoiou publicamente como companheiro de chapa.

O grupo do PP, liderado por Eduardo da Fonte, defende que por ser maioria e já ter sido escolhido durante reunião da federação, a indicação seria do político, que tem mais tempo de experiência na política e um número maior de prefeitos e parlamentares em sua bancada. Miguel contra-argumenta que o estatuto do partido prevê que uma sigla não pode vetar a decisão de outra, o que exigiria ambos estarem em comum acordo.

Apesar do União Brasil estar em desvantagem numérica para o PP em Pernambuco, Miguel conseguiu apoios relevantes na base de Raquel Lyra, como o do pré-candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD), do prefeito de Camaragibe Diego Cabral (PSD) e do Podemos de Marcelo Gouveia, o que equilibraria mais a situação. 

Sobre esse tema, a advogada Diana Câmara, especialista em direito eleitoral, falou ao PodJá- O Podcast do Jamildo desta semana que a decisão na reunião da semana passada, que teria definido Dudu como nome ao Senado, teria caráter interna corporis (interno) e precisaria ocorrer na convenção partidária para ser oficial. 

Além disso, caso haja divergência após a convenção, a questão ainda pode subir para a direção nacional, o que poderia estender mais a situação. 

Diana Câmara também destacou que a situação não é simples porque não envolve apenas a definição de uma candidatura majoritária, mas sim o apoio a uma chapa inteira.

Aliado da governadora e ex-PP, o deputado estadual Antônio Moraes (PSD) já tinha afirmado ao Jamildo.com que Raquel deixaria a decisão para próximo das convenções partidárias, estas começam dia 20 de julho e terminam em 5 de agosto. 

Raquel Lyra Eduardo da Fonte Miguel Coelho

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