Cynara Maíra | Publicado em 20/01/2026, às 11h32 - Atualizado às 12h16
O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), utilizou as redes sociais para marcar posição no cenário político estadual.
A publicação ocorreu após rumores de que ele poderia migrar para o palanque da governadora Raquel Lyra (PSD) devido às indefinições na chapa do prefeito João Campos (PSB).
Miguel adotou um tom crítico à atual gestão estadual, afastando a tese de aproximação. Ele citou desafios estruturais de Pernambuco, como o desemprego e a violência.
"Pernambuco precisa deixar de ser o estado que é o campeão do desemprego para ser o que mais gera emprego; que é o segundo mais violento para ser um lugar de paz; que é o que mais arrecada impostos para ser o que mais gera investimentos", escreveu.
A manifestação de Miguel acontece após uma semana de recados trocados com o PSB. Na última terça-feira (13), o ex-prefeito criticou "gestões anteriores" por negligência com o Sertão, o que o meio político interpretou como uma alfinetada.
"É um absurdo Petrolina, o Sertão do São Francisco, não ter um hospital regional, quando tantos outros governadores já se passaram", disse Miguel na ocasião.
Em resposta às tensões, João Campos dedicou parte de sua agenda na última quinta-feira (15) para exaltar a relação com o aliado. O prefeito do Recife afirmou ter conversado com Miguel e garantiu que ambos estão "muito animados" com a construção política para 2026.
"Estamos construindo pontes, pois é sempre bom fazer essas pontes na vida. É bom fazer ponte de pedra e cal e é bom fazer ponte na política", declarou João Campos.
Como Humberto Costa (PT) já deve ter a primeira vaga virtualmente reservada para a reeleição, Miguel disputa espaço com o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e a ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade).
Silvio Costa Filho também elevou o tom na disputa interna, afirmando que "mais vale um pássaro na mão que dois voando", em referência à sua lealdade antiga a João Campos, diferentemente de Miguel e Marília, que aderiram ao grupo após 2022.
Nos bastidores, lideranças do União Brasil, como o deputado Mendonça Filho, supostamente estimulam a família Coelho a reavaliar o diálogo com Raquel Lyra caso o espaço na chapa de João não se concretize.
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