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Apoio de União Progressista a Flávio Bolsonaro pode fazer Eduardo da Fonte e Miguel Coelho apoiarem candidato do PL

Otávio Gaudêncio | Publicado em 07/10/2026, às 11h08

Cientista político explica termo - Pipi Fontes - Saulo Cruz/Agência Senado- Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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A Federação União Progressista anunciou, na terça-feira (6), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno das eleições presidenciais contra o presidente Lula (PT). A determinação da direção nacional ainda foi divulgada como item de "fechamento de questão", quando um partido político determina que seus quadros sigam a diretriz acertada. 

"As executivas se reuniram e decidiram, por unanimidade, o apoio, no segundo turno, ao presidente Flávio Bolsonaro. E também houve o fechamento de questão. No segundo turno, União Brasil e Progressistas vão trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro", comunicou a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

O cientista político Alvaro Azevedo Neto explica o detalhamento da decisão da federação: "Ao "fechar questão", a federação quer tornar o apoio a Flávio Bolsonaro em uma posição obrigatória para todos, e não apenas uma recomendação [...] Proíbe-se o apoio a Lula, condicionando o apoio a Flávio como algo a ser seguido.", detalha. 

O direcionamento também teve aval de Ciro Nogueira (PP), senador e presidente nacional do Progressista; Antônio Rueda (União), eleito para deputado federal no domingo (4) e presidente nacional do União Brasil; Doutor Luizinho (PP-RJ) e Pedro Lucas Fernandes (União-MA), deputados federais; Celina Leão (PP), governadora do DF; e Guilherme Derrite (PP-SP) e Arthur Lira (PP-AL), senadores eleitos no domingo.

Com a obrigatoriedade de seguimento da decisão, o apoio da federação teria impacto na conjuntura política de Pernambuco. Tanto Miguel Coelho, presidente do União Brasil em PE, quanto Eduardo da Fonte, presidente da União Progressista e do Partido Progressistas em PE, teriam que se posicionar quanto à disputa presidencial. 

De acordo com o especialista, o fechamento de questão também é um mecanismo utilizado pelos partidos para comunicar possíveis sanções internas em caso de descumprimento. "Isto provavelmente já é uma movimentação para uma possível distribuição de ministérios e espaço no governo por vir", analisa Alvaro Azevedo Neto. 

Tanto Miguel quanto Dudu disputaram as eleições deste ano com hesitações quanto à disputa nacional, evitando demonstrações claras de apoio a Lula ou a Flávio Bolsonaro. Eduardo da Fonte, inclusive, foi alvo de críticas de Mendonça Filho devido à falta de posicionamento, tendo sido chamado de "melancia" pelo ex-governador — uma expressão para dizer que alguém é "verde por fora e vermelho por dentro". 

Miguel Coelho, quando buscava vaga na chapa de João Campos (PSB) para concorrer ao Senado Federal, chegou a fazer gestos pró-Lula no início de 2026, mas se distanciou do palanque lulista após retornar à base da governadora Raquel Lyra (PSD) para concorrer ao cargo de senador. 

O ex-prefeito de Petrolina também apoiou abertamente o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais em 2022. 

O site Jamildo.com procurou os líderes de União Brasil e Partido Progressistas em Pernambuco, mas não teve retorno. Quando respondidos os questionamentos, a matéria será atualizada. 

Eduardo da Fonte Miguel Coelho Flávio Bolsonaro

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