Jamildo Melo | Publicado em 16/01/2026, às 09h10 - Atualizado às 09h44
Sem alarde, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) não conseguiu reunir bancos interessados para gerenciar a folha de pagamento do órgão.
Uma licitação aberta pelo TCE em 2025 foi declarada deserta. Ou seja, nenhum banco se dispôs a pagar para gerenciar a folha de pagamento do TCE.
A diretoria-geral do TCE declarou o fim da licitação "em virtude da ausência de licitantes interessados".
Nem mesmo o Bradesco, que presta atualmente os serviços ao TCE, se ofereceu para fazer um lance.
Anos atrás os bancos disputavam estas folhas de pagamento, interessados na cobrança de tarifas dos servidores, oferecimento de empréstimos consignados e cartões de crédito, de forma a obter lucros com o relacionamento bancário com os servidores.
No entanto, nos últimos tempos, as licitações demonstram certo desinteresse nestas folhas.
A governadora Raquel Lyra (PSD), em 2025, pediu o valor mínimo de R$ 939 milhões para a folha do Executivo. A expectativa nos bastidores era arrecadar mais de R$ 1 bilhão.
O Bradesco, banco vencedor da nova licitação que já prestava os serviços anteriormente, só ofereceu R$ 1 milhão mais que o preço mínimo, no entanto.
Como o site Jamildo.com revelou em primeira mão, o Governo de Pernambuco já recebeu a maior parte dos recursos provenientes da licitação da folha de pagamento dos servidores estaduais.
O leilão teve como vencedor o banco Bradesco, que já presta atualmente esse serviço ao Executivo estadual, e aceitou pagar R$ 940 milhões pela renovação do contrato.
O acordo, assinado no fim de dezembro, tem prazo de 63 meses. Do valor total, R$ 846 milhões, o equivalente a 90% da licitação, foram depositados no caixa do Tesouro Estadual no dia 24 de dezembro, conforme previsto contratualmente.
O restante do montante deverá ser pago em julho de 2026.
A licitação ocorreu por meio de pregão presencial realizado na Secretaria de Administração (SAD), no Recife, em 18 de dezembro de 2025.
O Governo do Estado havia estipulado um lance mínimo de R$ 939 milhões, e o Bradesco apresentou uma proposta apenas R$ 1 milhão acima do valor inicial.
Os recursos arrecadados ingressaram diretamente no Tesouro Estadual e não dependem de aprovação da Assembleia Legislativa para sua utilização.
O certame contemplou exclusivamente os servidores do Poder Executivo.
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