Jamildo Melo | Publicado em 02/04/2025, às 07h32 - Atualizado às 08h03
Em informe ao site Jamildo.com, a Compesa destaca que a chegada das águas do Rio São Francisco ao Agreste Pernambucano traz esperança e desenvolvimento à região marcada pela seca. Como repórter de economia, acompanhei de perto as primeiras ações do governo FHC e depois Lula, para tirar a obra do papel, diante da resistência de técnicos da Chesf e partidos da esquerda mais radical.
Nos dias de hoje, a empresa conta que a Adutora do Agreste, maior sistema hídrico do Brasil, já beneficia milhares de pessoas com mais qualidade de vida e acesso à água potável.
Iniciada em 2013, a primeira etapa da Adutora do Agreste prevê o uso de três estações de bombeamento, uma estação de tratamento de água e mais de 790 quilômetros de tubulações, com conclusão prevista para 2026.
O projeto integra grandes sistemas como a Adutora do Moxotó e Serro Azul, consolidando um investimento de mais de R$ 2 bilhões.
Atualmente, cidades como Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe já são beneficiadas com reforço hídrico por meio do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. A Estação de Tratamento de Água Salgado, em Caruaru, receberá 600 litros de água por segundo após a conclusão da obra, aumentando a eficiência do sistema.
Com investimentos federais e estaduais, iniciativas como a Adutora do Alto Capibaribe e a de Serro Azul ampliam o abastecimento para municípios estratégicos, como Belo Jardim, Gravatá e Tacaimbó.
A obra de integração hídrica simboliza a redenção do abastecimento de água para a população do Agreste pernambucano, garantindo desenvolvimento sustentável e uma melhor qualidade de vida para milhares de pessoas.
Em Pernambuco, a transposição atravessa quatro cidades pelo Eixo Norte e já atende outras nove pelo Eixo Leste, que alimenta parte da Adutora do Agreste, a maior obra hídrica do país, através do Ramal do Agreste.
Em solo pernambucano, as águas do Velho Chico são transportadas por meio de grandes sistemas de abastecimento e já garantem mais qualidade de vida para cerca de 680 mil pessoas.
A tão esperada redenção do abastecimento de água para a população do Agreste pernambucano está na Adutora do Agreste, alimentado pelo Eixo Leste da Transposição.
Em sua primeira etapa, a obra compreende três estações de bombeamento, uma estação de tratamento de água e 790 quilômetros de tubulações, dos quais 716 quilômetros já foram assentados nessa primeira etapa da obra, total de 91% de adutoras executadas.
Quando da sua conclusão, prevista para 2026, vai funcionar de forma integrada ainda com a Adutora do Moxotó, o Sistema Adutor dos Poços de Tupanatinga, Adutora do Alto Capibaribe e Adutora de Serro Azul.
O caminho das águas da transposição em Pernambuco, obra executada pelo Governo Federal, começa, pelo Eixo Leste, no município de Floresta, distante 438 quilômetros do Recife.
Na cidade, a água é captada no Reservatório de Itaparica e percorre cerca de 13 quilômetros até o Reservatório Areias.
A partir deste ponto, as águas percorrem uma dezena de reservatórios até desembocar no Reservatório Barro Branco, no município de Sertânia, que abastece o Ramal do Agreste. São mais de 180 quilômetros desde a captação de água em Floresta até o Ramal do Agreste, que leva água até o Reservatório de Ipojuca, em Arcoverde, onde tem início a Adutora do Agreste.
É esse conjunto de infraestruturas que cumpre a missão de ser hoje uma das principais fontes de abastecimento de água para a população do Agreste.
É a partir do Ramal do Agreste, no reservatório de Ipojuca, que nasce o maior sistema adutor de água do Brasil e um dos maiores do mundo, a Adutora do Agreste.
Pelo empreendimento, também integrado com a Adutora do Moxotó, são atendidos hoje em Pernambuco os municípios de Arcoverde, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Caetano e Caruaru, além de distritos de Brejo da Madre de Deus.
Além de Floresta, o Eixo Leste da Transposição passa em Pernambuco pelos municípios de Betânia, Custódia e Sertânia e só termina no leito do Rio Paraíba, em Monteiro (PB). São 217 quilômetros de estruturas ao logo de todo esse eixo.
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