Tarifas de ônibus vai para R$ 4,50 na RMR e população protesta na sede do Grande Recife

Otávio Gaudêncio | Publicado em 16/01/2026, às 07h26 - Atualizado às 08h51

Manifestantes saíram do Parque Treze de Maio pela manhã - Governo de Pernambuco/Divulgação
COMPARTILHE:

Ler resumo da notícia

O Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) definiu, na quinta-feira (15), que os valores das passagens da Região Metropolitana do Recife subirão

O Bilhete Único, utilizado pela maioria dos passageiros, passa de R$ 4,30 para R$ 4,47, arredondado para R$ 4,50. A decisão segue para Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE) para homologação. O ajuste deverá entrar em vigor a partir de fevereiro.

A reunião do conselho iniciou às 9h em formato de videoconferência. Estiveram presentes representantes da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi-PE), do CSTM, do Consórcio de Transporte Metropolitano e da sociedade civil. 

Ao todo, 23 pessoas estiveram no encontro. Para aprovação, a medida precisava de maioria na votação. 14 votos foram favoráveis às mudanças, cinco votaram contra e três se abstiveram. 

Além do Bilhete Único, o conselho também aprovou o reajuste de 4,46%, referente à inflação acumulada entre dezembro de 2024 e 2025. Confira:

Justificativa do reajuste na tarifa

De acordo com nota divulgada pelo Grande Recife, estudos tarifários internos apontam que"para cobrir integralmente os custos de operação do sistema neste ano — como combustível, salários, manutenção da frota e operação do sistema —, a tarifa técnica deveria chegar a R$ 6,14.

O Governo de Pernambuco é o responsável pelo freio na escalada do preço. Conforme o documento, o estado aporta cerca de R$ 500 milhões e beneficia o Grande Recife com isenções fiscais, como a do ICMS sobre o óleo diesel. 

Manifestações contra aumento

Ainda na manhã do dia 15, um grupo de manifestantes ocupou a sede do Grande Recife Consórcio, no bairro do Recife. O protesto começou próximo ao Parque Treze de Maio, onde as pessoas empunhavam cartazes criticando o aumento das tarifas e gritavam que o “transporte público não é mercadoria"

Usuários de transporte coletivo e integrantes de movimentos sociais fizeram parte da ação. O principal argumento utilizado contra o reajuste é a condição que os transportes da Região Metropolitana do Recife se encontram

 

 

 

ônibus Tarifa Grande Recife

Leia também

Carlos Neves assume presidência do TCE-PE com defesa do diálogo e da democracia: “missão constitucional”


Presidente da Câmara do Recife diz que pedido de impeachment contra prefeito do Recife não se sustenta


Álvaro Porto recorreu ao STJ em dezembro para mudar composição de CPI