João Campos avança com novo habitacional no Pina ao homologar licitação com 128 unidades

Cynara Maíra | Publicado em 05/03/2026, às 10h12 - Atualizado às 11h04

Felipe Cury assinou homologação de licitação para novo habitacional no Pina - Edson Holanda/PCR
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O secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury, homologou na quarta-feira (04) a licitação para a construção do Habitacional Sítio Salamanta II. O empreendimento ocupará um terreno do município na Rua Tomé Gibson, no bairro do Pina, e contará com o mínimo de 128 apartamentos.

A ideia da Prefeitura do Recife é solucionar o passivo habitacional após as obras de urbanização na Bacia do Pina, espaço com pessoas que moravam em palafitas nas margens do rio.

Para esta unidade habitacional, o conjunto receberá R$ 22,5 milhões em investimentos através do programa Minha Casa, Minha Vida, na modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), área para famílias de baixa renda através de aporte do FGTS.

O consórcio vencedor da licitação reúne as empresas CA3 Construtora, Gerisa Construção e Incorporação, Tenório Simões Construtora e VL Construtora.

Em fala ao Jamildo.com, o secretário Felipe Cury afirmou que o consórcio já atua na construção de uma das obras na Comunidade do Bem.

"A segunda etapa do Sítio Salamanta, foi um compromisso nosso, da Secretaria de Habitação, do Prefeito, João Campos, com os remanescentes ali da área de urbanização do Pina. Ou seja, aquelas famílias que moravam ali no entorno, onde foi retirada para fazer a urbanização e não conseguiu contemplar todo mundo no habitacional Encanta Moça I e Encanta Moça II", explicou o secretário. Atualmente essas famílias recebem auxílio-moradia após serem retirados das margens da Bacia do Pina.

Segundo Cury, a ideia é ir além da entrega das chaves e integrar o Sítio Salamanta II aos equipamentos públicos já existentes na região, como a unidade do Compaz ao lado.

"A gente está transformando aquele território ali num complexo habitacional, educacional, de área de lazer e de urbanização. Não é só a moradia digna, que já vale muito, mas é também área de lazer, pavimentação e drenagem, novos parques lineares", afirmou.

No processo licitatório, a Prefeitura exigiu área útil mínima de 45,5 m², incluindo varanda. O projeto do consórcio vencedor prevê sistemas de armazenamento e reuso de águas da chuva, pavimentos com drenagem, soluções de ventilação cruzada e instalação de painéis de energia solar nas áreas comuns.

O secretário de Habitação explicou que o projeto irá para avaliação da Caixa Econômica Federal para avaliar a auditoria de risco, liberar crédito e autorizar o início das obras.

O Sítio Salamanta II integra um pacote maior desenhado na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A prefeitura estima receitas totais de R$ 10,55 bilhões para o ano, reservando R$ 58.075.000,00 especificamente para a função Habitação.

O orçamento financia editais simultâneos que injetarão cerca de R$ 180 milhões de recursos federais na capital pernambucana. Além do Pina, a gestão de João Campos planeja a construção do conjunto dos Coelhos (424 unidades por R$ 74 milhões) e dos habitacionais Jiquiá I, II e III (480 unidades por R$ 84 milhões).

A área de Urbanismo da LOA detém R$ 2,3 bilhões. Desse montante, R$ 184,6 milhões abastecem o programa ProMorar Recife, responsável por projetar o Habitacional São José e conduzir obras de infraestrutura em Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), como as comunidades Caranguejo Tabaiares e Lemos Torres.

João Campos Habitação PCR

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