Raquel Lyra afirma que não tolerará nova violência entre torcidas após briga no jogo Naútico x Santa Cruz

Raquel classificou envolvidos como "criminosos". Confronto deixou 3 feridos e ocorreu sob a vigência da nova lei de combate à violência nos estádios

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 26/01/2026, às 07h41 - Atualizado às 08h09

Briga tem pessoa caida e outras batendo. Rostos não são visíveis

O Fato: Torcedores entraram em confronto no Terminal do Barro antes do jogo Santa Cruz x Náutico, deixando três feridos.

A Reação: A governadora Raquel Lyra condenou o ato, chamou os agressores de "criminosos" e ordenou prioridade na investigação.

A Violência: Vídeos mostram agressões com pedaços de pau e vandalismo a um carro. A PM identificou envolvimento de torcedores do Santa Cruz e Sport.

A Investigação: A Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva conduz o caso. A PM usou 626 agentes na segurança do jogo.

O Contexto: O episódio desafia a nova Lei Estadual nº 19.115/2025, criada para combater a violência nos estádios e cadastrar torcidas organizadas.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), manifestou-se na tarde de domingo (25) sobre os episódios de violência horas antes do clássico entre Santa Cruz e Náutico.

Em publicação nas redes sociais, a gestora afirmou que o Estado "não tolera" tais atos e determinou prioridade à Polícia Civil para identificar e responsabilizar os envolvidos.

O posicionamento ocorre após a divulgação de vídeos que mostram um confronto no entorno do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife. Raquel Lyra classificou os agressores como criminosos.

"Pernambuco não tolera o que vimos na tarde de hoje, quando criminosos que se dizem torcedores usam a camisa de um time para praticar violência. Determinei prioridade à Polícia Civil para apuração e responsabilização de todos os envolvidos. É a paz que deve marcar o nosso futebol", declarou a governadora.

O confronto e as investigações

Segundo a Polícia Militar, a confusão no Terminal do Barro envolveu integrantes de torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport, apesar de a partida do dia ser contra o Náutico.

O efetivo local precisou solicitar apoio do GATI e do Moto-patrulhamento para dispersar o tumulto.

O saldo do confronto foi de três pessoas feridas e danos ao patrimônio.

Imagens nas redes sociais mostram homens com camisas do Santa Cruz agredindo duas pessoas com pedaços de pau e pontapés. Durante a ação, ouvem-se gritos de "vão morrer" e "aqui é Inferno", em referência à torcida organizada Inferno Coral.

Outro vídeo registra um veículo cinza cercado e vandalizado, enquanto um ocupante é agredido com socos.

A Polícia Civil informou que as diligências iniciaram de imediato. A investigação está a cargo da Delegacia de Polícia de Repressão à Intolerância Esportiva. A Polícia Militar afirma que prendeu em flagrante quatro suspeitos entre 19 e 23 anos. A gestão afirma que os terminais integrados receberam guarnições da PM. 

"O confronto no TI do Barro, que aconteceu na manhã do domingo, foi registrado pela Polícia Militar de Pernambuco, por meio do 12º Batalhão da Polícia Militar, que atuava no terminal no momento da ocorrência. Diante da situação, o efetivo solicitou apoio de guarnições táticas, como o GATI e o motopatrulhamento. Os envolvidos se dispersaram em diversas direções. A ocorrência resultou em danos ao patrimônio", afirmou a Polícia Militar. 

Briga ocorre logo após lei estadual para conter violência em estádios

A violência ocorre mesmo com a vigência da Lei Estadual nº 19.115. A norma, de dezembro de 2025, instituiu o Cadastro Estadual de Torcidas Organizadas (CETO-PE) e o Cadastro de Maus Torcedores.

A legislação prevê medidas como reconhecimento facial em estádios e sanções que incluem a proibição de acesso a eventos esportivos para envolvidos em tumultos.

O jogo entre Santa Cruz e Náutico, na quinta rodada do Campeonato Pernambucano, aconteceu na Arena de Pernambuco com esquema de torcida única. A Polícia Militar destacou 626 agentes para a segurança do evento, com monitoramento pelo Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE).