Após protesto durante agenda da governadora, em Garanhuns, presidente do SINPOL-PE comemora avanço, mas enfatiza que classe seguirá mobilizada
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 16/03/2026, às 10h05 - Atualizado às 11h06
A governadora Raquel Lyra se reúne nesta segunda-feira (16) com representantes da Polícia Civil de Pernambuco para iniciar negociações sobre reajuste salarial da categoria.
O encontro ocorre após protesto organizado pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco durante agenda da governadora em Garanhuns.
Entre as principais reivindicações estão reajuste de 33,33%, melhores condições de trabalho e regulamentação da Lei Orgânica da corporação.
O percentual pedido pela categoria é reconhecido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco e está ligado ao aumento da carga horária previsto na Lei Complementar nº 155/2010.
Após mobilizações e protestos, a governadora Raquel Lyra (PSD) se encontra, hoje (16), com representantes da Polícia Civil de Pernambuco para dar início às negociações do aumento de salário da classe.
O começo das tratativas se dá após protesto do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) durante agenda da governadora em Garanhuns, na sexta-feira (13). Na ocasião, durante a fala da gestora, sindicalistas empunharam faixas e vestiram camisetas com frases reivindicando a causa, além de entoarem gritos de ordem.
Em meio às reivindicações, Lyra deixou seu discurso e falou diretamente à categoria: "Todas as vezes que alguém se coloca na minha frente pedindo algo, eu costumo parar para ouvi-los. É assim que faço no meu governo inteiro. Fizemos acordos com todos os trabalhadores de Pernambuco, aprovados por consenso. Aquilo que eu me comprometo, eu costumo cumprir. Quero convidar vocês para estarem na próxima segunda-feira sentados numa mesa de negociação", respondeu.
Dentre as reivindicações, a classe pede o reajuste salarial de 33,33%, melhoria das condições de trabalho e a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil em Pernambuco.
O aumento na remuneração tem o percentual reconhecido pelo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e corresponde ao aumento da carga horária, de 6h para 8h diárias, estabelecido pela Lei Complementar nº155/2010.
De acordo com o SINPOL-PE, o cenário impacta diretamente o enfrentamento ao crime organizado e a prestação de serviços à população. O sindicato sustenta que a limitação de recursos compromete a eficiência das investigações e o atendimento nas unidades policiais.
O presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, destaca que o posicionamento é positivo, mas enfatizou que a "mobilização continua".
"Vamos continuar mobilizados e vamos esperar. Porque se prometer novamente e não cumprir, vamos estar onde ela estiver, fazendo agenda conjunta", declarou.
Nas redes sociais, o sindicato havia anunciado, antes da declaração da governadora, mais uma paralisação de 24 horas para a próxima quarta-feira (18).