Simepe discute interferência de seguradoras na relação médico-paciente no MPPE

Reunião no MPPE abordou a interferência das seguradoras de saúde na autonomia médica e os impactos no atendimento aos pacientes em Pernambuco.

Redação Jamildo.com

por Redação Jamildo.com

Publicado em 09/03/2026, às 18h25 - Atualizado às 18h32

A reunião, realizada no Centro Cultural Rossini Alves Couto, contou com uma mesa técnica composta por representantes do Cremepe, Defensoria Pública (DPPE), OAB-PE, Procon-PE e a Associação de Defesa dos Usuários de Seguros (Aduseps). - Foto: Divulgação
A reunião, realizada no Centro Cultural Rossini Alves Couto, contou com uma mesa técnica composta por representantes do Cremepe, Defensoria Pública (DPPE), OAB-PE, Procon-PE e a Associação de Defesa dos Usuários de Seguros (Aduseps). - Foto: Divulgação

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) participou de uma audiência interinstitucional na sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Recife.

O objetivo central do encontro foi debater a crescente interferência das seguradoras de saúde na relação direta entre médicos e pacientes, prática que tem gerado preocupação nas entidades de classe quanto à autonomia profissional e à qualidade da assistência prestada.

A reunião, realizada no Centro Cultural Rossini Alves Couto, contou com uma mesa técnica composta por representantes do Cremepe, Defensoria Pública (DPPE), OAB-PE, Procon-PE e a Associação de Defesa dos Usuários de Seguros (Aduseps).

Pelo lado das operadoras e prestadores, participaram o Grupo SulAmérica e a Rede D’Or São Luiz. O foco foi a análise de protocolos administrativos impostos por planos de saúde que podem limitar a conduta clínica dos profissionais.

De acordo com a presidente do Simepe, Carol Tabosa, a defesa da autonomia médica é indissociável da segurança do paciente. A entidade sustenta que decisões terapêuticas devem ser baseadas em critérios técnico-científicos, sem pressões externas de ordem financeira ou administrativa das operadoras.

“Nosso compromisso é com uma medicina ética, guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado. Defender a autonomia do médico é também proteger a relação médico-paciente e garantir segurança para quem mais importa: o paciente”, afirmou a presidente..

A ingerência citada envolve desde a glosa de procedimentos até restrições em exames e medicamentos prescritos.

Como encaminhamento da audiência, as instituições presentes definiram a construção de soluções institucionais para monitorar e coibir práticas que firam o Código de Ética Médica e o Código de Defesa do Consumidor. O MPPE deve acompanhar os desdobramentos das denúncias apresentadas pelas entidades.