Médicos da rede municipal do Paulista aprovam paralisação de 72 horas em março

Após assembleia geral, médicos de Paulista decidem cruzar os braços de 72 horas em protesto contra precariedade estrutural e falta de acordo salarial

Redação Jamildo.com

por Redação Jamildo.com

Publicado em 13/02/2026, às 18h23

A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada de forma virtual nesta segunda-feira (09/02) - Foto: Divulgação/Simepe
A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada de forma virtual nesta segunda-feira (09/02) - Foto: Divulgação/Simepe

Os médicos da rede municipal de saúde do Paulista, na Região Metropolitana do Recife, aprovaram por unanimidade a paralisação das atividades por 72 horas. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada de forma virtual nesta segunda-feira (09/02).

O movimento está agendado para os dias 3, 4 e 5 de março, motivado pela ausência de respostas da gestão municipal quanto às pautas salariais e às condições de trabalho nas unidades de saúde.

A deliberação da categoria ocorre após vistorias técnicas realizadas pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e pelo Conselho Regional de Medicina (Cremepe).

Durante as inspeções em unidades como as Policlínicas Adolfo Speck e Josino Guerra, além do SAMU e da Prontoclínica Torres Galvão (PTG), foram identificados problemas graves de infraestrutura. O relatório aponta a presença de infiltrações, mofo, matagal e entulhos, o que, segundo as entidades, compromete a segurança assistencial.

De acordo com o diretor do Simepe, Rodrigo Rosas, a Secretaria de Saúde do Paulista havia se comprometido a apresentar uma contraproposta às demandas da categoria, mas o prazo estabelecido expirou sem retornos oficiais.

A paralisação visa pressionar a prefeitura para que medidas emergenciais sejam adotadas, tanto no âmbito da reforma das unidades quanto na valorização profissional, diante do desgaste acumulado nas negociações.

A paralisação de três dias deve afetar os atendimentos ambulatoriais e as consultas eletivas nas policlínicas mencionadas, mantendo-se apenas os serviços de urgência e emergência conforme determina a legislação.

O Simepe informou que encaminhará um ofício formalizando a decisão à Secretaria Municipal de Saúde, reiterando que a retomada do diálogo depende de uma proposta concreta que contemple a infraestrutura e o pleito salarial.