Aliança Medicinal lança projeto que une Sport, Santa Cruz e Náutico para garantir tratamento gratuito com cannabis medicinal para pessoas com autismo
por Jamildo Melo
Publicado em 07/07/2026, às 09h35 - Atualizado às 09h55
A Aliança Medicinal comemora cinco anos de atuação com o lançamento do projeto Aliança das Torcidas, que vai oferecer gratuitamente tratamento com cannabis medicinal para crianças e adolescentes com autismo.
A iniciativa reúne torcidas de Sport, Santa Cruz e Náutico para ampliar o acesso de famílias de baixa renda à terapia e ao acompanhamento médico especializado.
A Aliança Medicinal, associação de pacientes reconhecida por implantar a primeira fazenda urbana de cannabis medicinal do Brasil, em Olinda, comemora cinco anos de atuação na próxima segunda-feira (13), às 10h, com o lançamento do projeto Aliança das Torcidas.
A iniciativa reúne torcedores de Sport, Santa Cruz e Náutico em uma ação voltada à ampliação do acesso ao tratamento com medicamentos à base de cannabis medicinal para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
Desenvolvido em parceria com o médico de família Leandro Ferro, o projeto selecionou, por indicação das torcidas voltadas à causa do autismo dos três clubes pernambucanos, famílias que passarão a receber gratuitamente acompanhamento médico e tratamento com produtos à base de cannabis medicinal.
Segundo a associação, o objetivo é beneficiar famílias que enfrentam dificuldades financeiras para custear terapias e medicamentos, contribuindo para melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes atendidos.
A expectativa é que novas instituições, empresas e personalidades passem a integrar a iniciativa, ampliando o número de pacientes beneficiados.
Criada em Pernambuco, a Aliança Medicinal tornou-se uma das principais referências do país na produção e distribuição de cannabis medicinal por meio do associativismo. A entidade atua com autorização judicial para o cultivo da planta destinado exclusivamente ao atendimento de seus associados, modelo que vem sendo adotado por outras associações brasileiras diante da elevada demanda por tratamentos à base de canabinoides.
Ao longo dos últimos cinco anos, a associação expandiu sua estrutura de cultivo, pesquisa e assistência aos pacientes, oferecendo acompanhamento multidisciplinar e orientação sobre o uso terapêutico da cannabis em diferentes patologias. Entre as condições mais frequentes estão epilepsias de difícil controle, transtorno do espectro autista (TEA), dores crônicas, doenças neurodegenerativas e outras enfermidades para as quais há indicação médica do tratamento.
O debate sobre a cannabis medicinal também avançou no Brasil nos últimos anos, impulsionado por decisões judiciais, pelo aumento do número de associações de pacientes e pela ampliação das pesquisas científicas sobre os benefícios dos canabinoides. Em Pernambuco, o tema vem ganhando espaço tanto na área da saúde quanto no meio acadêmico, com iniciativas voltadas ao acesso seguro e regulado aos medicamentos, conforme já reportou o site Jamildo.com, em um podcast especial.