Vídeo mostra homens colando cartazes contra João Campos; Frente Popular pede investigação à Justiça

Frente Popular afirma que vídeo pode ajudar rastrear quem produziu, financiou e distribuiu o material contra João Campos, em investigação já em curso

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 02/09/2026, às 17h36 - Atualizado às 17h55

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O jurídico da Frente Popular sustenta que o material apócrifo contra João Campos não apareceu do nada nos espaços urbanos - Edson Holanda/Divulgação

A Frente Popular de Pernambuco pediu à Justiça Eleitoral a investigação de um vídeo que registra três pessoas colando cartazes apócrifos contra João Campos no Recife.

A gravação foi feita na madrugada de 1º de agosto e, segundo a coligação, pode ajudar a identificar a origem e o financiamento do material.

O pedido se soma a uma AIJE apresentada no fim de agosto com acusações de abuso de poder político e econômico.

A Frente Popular de Pernambuco acionou a Justiça Eleitoral nesta quarta-feira (2) para pedir a investigação de um vídeo que mostra três pessoas colando cartazes apócrifos contra João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco, no Bairro do Recife.

A gravação, com duração de 36 segundos, foi feita na madrugada de 1º de agosto, na Travessa Tiradentes, em frente ao número 222, na área central da capital pernambucana.

No pedido, a coligação sustenta que as imagens podem abrir uma nova linha de investigação para tentar identificar quem participou da produção, distribuição, financiamento e instalação dos cartazes.

“O que surge agora é uma nova e relevante porta de entrada probatória para que se descubra aquilo que, desde o primeiro momento, a coligação pediu que fosse investigado: quem estava por trás da produção, distribuição, financiamento e instalação massiva dessa propaganda negativa”, afirmam os advogados da Frente Popular.

Frente Popular quer identificar homens que aparecem no vídeo

A coligação ressalta no documento que a gravação, isoladamente, não permite apontar quem teria ordenado ou financiado a produção dos cartazes.

Os advogados argumentam, porém, que a identificação das pessoas que aparecem instalando o material poderia permitir o avanço da apuração.

“Depois da obtenção de uma gravação que flagra a própria instalação do material, já não é razoável permitir que a investigação permaneça limitada às fotografias dos cartazes depois de prontos”, afirma o pedido, em nota enviada ao site Jamildo.com.

Segundo o jurídico da Frente Popular, a investigação poderia buscar descobrir quem contratou os responsáveis pela colagem, de onde vieram os impressos, quais locais receberam os cartazes, qual veículo foi utilizado no transporte do material, qual gráfica fez a impressão e quem realizou o pagamento.

A coligação sustenta ainda que as imagens mostram uma ação coordenada, realizada durante a madrugada, mas não apresenta no pedido, a partir do vídeo, identificação dos envolvidos nem provas sobre quem teria financiado ou determinado a operação.

Vídeo é incluído em investigação eleitoral

O novo pedido se soma à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela Frente Popular em 27 de agosto. Na ação, a coligação de João Campos pede a apuração de supostos abusos de poder político e econômico relacionados à atual gestão do Governo de Pernambuco.

Entre os pontos levantados está justamente a distribuição de cartazes apócrifos contra João Campos.

A AIJE também pede investigação sobre uma suposta estrutura destinada a atacar o candidato nas redes sociais e questiona gastos do Governo de Pernambuco com publicidade e eventuais pagamentos realizados por meio de agências.

Outros episódios citados pela coligação incluem o suposto uso de ônibus oficiais no transporte de pessoas para a convenção da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), além da utilização de uma aeronave estadual destinada a operações aeromédicas em agendas que, segundo a Frente Popular, teriam caráter político-partidário.

As acusações integram a ação apresentada pela coligação e ainda dependem da apuração e da análise da Justiça Eleitoral.