Túlio Gadelha defende que Lula também apoie Raquel Lyra na eleição. Deputado afirmou que PSB não apoiou petista em momentos difíceis
por Cynara Maíra
Publicado em 22/06/2026, às 07h28 - Atualizado às 08h04
Reação de Túlio: O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) minimizou o vídeo de apoio de Lula (PT) a João Campos (PSB), afirmando que o presidente "não estava feliz" e gravou a peça apenas por obrigação de acordos partidários.
Resgate Histórico: Gadêlha criticou o PSB relembrando o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula, argumentando que os socialistas pernambucanos apoiaram Michel Temer na época.
Tese dos Múltiplos Palanques: O parlamentar defendeu que Lula deve ocupar os palanques de João Campos, Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) em Pernambuco para garantir mais de 70% dos votos no estado, linha também defendida por João Paulo (PT).
Bastidores e Tensão: O vídeo de Lula foi uma resposta rápida para estancar o ruído criado pelo ministro Wellington Dias, que havia sugerido um palanque duplo. O presidente do PT, Edinho Silva, agiu rápido para cravar exclusividade ao PSB.
Estratégia de Raquel: A governadora mantém uma postura de neutralidade pública, mas os movimentos de bastidores com Gilberto Kassab (PSD) e a blindagem contra Ronaldo Caiado indicam uma provável aproximação nacional com Lula.
O deputado federal Túlio Gadelha (PSD) se pronunciou sobre o vídeo em que o presidente Lula (PT) declarou apoio para João Campos (PSB) nas eleições de 2026 em Pernambuco.
O material divulgado na segunda-feira passada (15) mostrava o presidente pouco antes de sua vida à Cúpula do G7, na França e marcava ênfase no nome de João Campos como a escolha de apoio do petista.
Quase uma semana depois, Túlio se pronunciou sobre o material. Em vídeo nas suas redes sociais, o deputado federal afirmou que "ele [Lula] não estava feliz quando ele gravou aquele vídeo, ele precisou gravar aquele vídeo, por conta desses acordos de aliança política partidária".
Gadelha relembrou o período em que Lula foi preso e disse que entre os pernambucanos que estavam no momento da prisão "nenhum desses era do PSB, muito pelo contrário, o PSB de Pernambuco saiu daqui para Brasília para afastar a presidente Dilma, para colocar Temer no lugar dela".
Apesar da crítica, Túlio afirma que defende a presença de Lula no palanque de João "mas também tem o palanque de Raquel, tem o palanque de Ivan [Moraes, do PSOL], porque a gente precisa dar ao presidente aqui em Pernambuco mais de 70% dos votos, e para isso, precisamos ter o presidente em todos esses palanques".
Além de Túlio, o deputado estadual João Paulo (PT) é um dos maiores defensores públicos da tese de quantos mais palanques Lula tiver em Pernambuco, melhor, essa lógica
Túlio estava na Rede Sustentabilidade até o começo de abril, quando se filiou ao PSD de Raquel Lyra (PSD) como pré-candidato ao Senado na chapa da gestora. A ideia seria apresentar um nome mais à esquerda para reforçar a aproximação com o eleitorado lulista em Pernambuco, grupo majoritário no estado.
Já corria no meio político que Lula gravaria um vídeo de apoio para João após a repercussão das falas do ministro Wellington Dias (PT), que afirmou em entrevista para o jornal O Globo que haveria palanque duplo de Lula entre Raquel e João.
A situação gerou tensão nos bastidores da Frente Popular, coligação do PSB com o PT e aliados em Pernambuco, e fez com que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, chegasse a emitir uma nota oficial no mesmo dia para afirmar que "Lula terá um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário".
Um palanque duplo de Lula traria vantagens para que Raquel consiga conciliar eleitores de direita e esquerda e somar mais votos contra João Campos. A política já fez diversos gestos ao presidente, mas não se comprometeu publicamente com uma aliança. Chegou a dizer em entrevista com a Veja que se posicionaria "na hora certa" e que não haveria surpresas em sua decisão.
@blogdojamildo A governadora Raquel Lyra adotou tom de neutralidade em entrevista à Veja, mas deixou pistas sobre a eleição de 2026. Ao blindar o PSD local com aval de Gilberto Kassab, a gestora sinalizou limites a Ronaldo Caiado e deu indícios de que poderá apoiar Lula no âmbito nacional. O posicionamento pode alimentar os bastidores sobre a tese do palanque duplo no estado na mesma semana em que Wellington Dias gerou polêmica ao dizer que o presidente apoiaria tanto João Campos quanto Raquel no estado. Veja os detalhes do cenário no Jamildo.com #RaquelLyra #Lula #Pernambuco #Veja #PSD #PT #BastidoresPE #PoliticaPE #Eleicoes2026 ♬ som original - Jamildo.com